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04/07/2024

CSF - Pilar da Formação Continuada na RSB

CSF - Pilar da Formação Continuada na RSB
Foto: Divulgação

O Centro Salesiano de Formação (CSF), serviço de formação continuada da Rede Salesiana Brasil (RSB), destaca-se como um exemplo notável de compromisso com a qualificação e desenvolvimento dos educadores e colaboradores salesianos. Sua missão é promover, assessorar e integrar processos formativos dos atores salesianos (Salesianos de Dom Bosco - SDB, Filhas de Maria Auxiliadora – FMA, leigos e leigas) das Comunidades Educativo-Pastorais Salesianas (CEPS), além das Equipes da Pastoral Juvenil, da Associação dos Cultores de História Salesiana (ACSSA) e dos grupos da Família Salesiana.

A formação continuada é vista pela Rede Salesiana Brasil não apenas como uma necessidade, mas como um elemento essencial para a construção, disseminação e aplicação do conhecimento dentro das CEPS. Ao valorizar esta dimensão, a RSB não só aprimora a qualidade educacional oferecida, mas também fortalece a identidade salesiana entre seus membros.

Os objetivos principais do CSF incluem o desenvolvimento de propostas integradas de educação continuada para os atores das CEPS, dentro das áreas programáticas de Escolas, Ação Social e Comunicação, que são estabelecidas anualmente no Plano Integrado de Formação da RSB. A qualificação das propostas formativas é pautada pelas orientações institucionais e pelo acompanhamento sistemático dos processos formativos, o que visa subsidiar o aprimoramento contínuo e consolidar a cultura de formação continuada, a partir de diretrizes metodológicas que enfatizam a inovação, a colaboração e o respeito à diversidade, sempre sob a perspectiva da identidade salesiana. Este foco na identidade é crucial, pois fortalece as relações dialógicas entre os integrantes da RSB, fazendo com que cada membro se sinta parte de uma rede maior, capaz de pensar e atuar coletivamente.

FORMAÇÃO A DISTÂNCIA
Em 2015, o CSF deu um passo significativo ao criar seu Ambiente Virtual de Aprendizagem, uma plataforma on-line que oferece aos educadores acesso a cursos, eventos e subsídios de formação. Esta iniciativa tem ampliado as possibilidades de formação continuada, permitindo que educadores de diferentes regiões do país participem de processos formativos de alta qualidade, sem a necessidade de deslocamento físico.

PROJETOS FORMATIVOS
As ações formativas do CSF são compostas por uma variedade de projetos, incluindo cursos de aperfeiçoamento e extensão em diversas áreas e cursos de capacitação focados em temas de interesse das inspetorias. As temáticas prioritárias incluem salesianidade, pastoral, gestão, comunicação e educação, áreas essenciais para o desenvolvimento integral dos educadores salesianos.

O Centro Salesiano de Formação da Rede Salesiana Brasil exemplifica um compromisso profundo com a educação continuada, refletindo a essência da missão salesiana de formar não apenas educadores competentes, mas também cidadãos comprometidos com os valores e princípios que guiam a obra de Dom Bosco e Madre Mazzarello. Através de suas ações, o CSF não apenas eleva a qualidade educacional, mas também fortalece a identidade e a coesão da comunidade salesiana, preparando-a para enfrentar os desafios educacionais com inovação, colaboração e um profundo respeito pela diversidade.

Escrito por Janaína Lima

Mais Recentes

Dia de Nossa Senhora do Carmo e o primeiro Colégio das FMA no Brasil

No dia 16 de julho, celebra-se o Dia de Nossa Senhora do Carmo, uma das devoções marianas mais queridas e antigas da Igreja Católica. Este dia é dedicado a homenagear a Virgem Maria sob o título de Nossa Senhora do Monte Carmelo, uma referência ao Monte Carmelo, na atual Israel, onde a tradição carmelita teve início.  A origem da devoção a Nossa Senhora do Carmo está ligada aos eremitas que, no século XII, se estabeleceram no Monte Carmelo, em Israel. Esses religiosos, inspirados pelo profeta Elias, viviam em oração e contemplação, dedicando suas vidas à Virgem Maria. Eles fundaram a Ordem dos Carmelitas, que rapidamente se espalhou pela Europa e, posteriormente, pelo mundo. Uma das tradições mais significativas associadas a Nossa Senhora do Carmo é a visão de Simão Stock, prior geral da Ordem dos Carmelitas, no século XIII. Segundo a tradição, a Virgem Maria apareceu a Simão Stock em 16 de julho de 1251 e entregou-lhe o escapulário, objeto devocional que contém uma imagem do Sagrado Coração de Jesus e outra de Nossa Senhora, que se usa dependurado no pescoço. Ela prometeu proteção especial e a graça da salvação a todos que usassem o escapulário com devoção. O escapulário de Nossa Senhora do Carmo se tornou um símbolo de devoção mariana e um sinal de proteção. Ao longo dos séculos, inúmeros fiéis adotaram o uso do escapulário, vendo nele uma expressão de sua fé e confiança na intercessão da Virgem Maria. Além do escapulário, a devoção a Nossa Senhora do Carmo também se manifesta em diversas tradições e festas populares. Em muitas localidades, procissões, missas solenes e novenas são realizadas em sua honra, reunindo milhares de fiéis que celebram sua fé e agradecem as graças recebidas. COLÉGIO NOSSA SENHORA DO CARMO O primeiro colégio das irmãs salesianas Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) no Brasil foi dedicado a Nossa Senhora do Carmo. A instituição, localizada em Guaratinguetá (SP), foi fundada há 132 anos (1892) e recebeu o nome de Colégio Nossa Senhora do Carmo pela devoção de seu fundador, Monsenhor João Filippo, que foi o grande mediador pela vinda das FMA para o Brasil.  Naquela época, preocupado com a educação, Monsenhor João Filippo fundou um colégio para meninos e construiu o Colégio Nossa Senhora do Carmo para as meninas com a intenção de entregá-lo às Filhas de Maria Auxiliadora. Assim está descrito na Crônica do Colégio Nossa Senhora do Carmo: “O Colégio é um sobrado que tem acomodações para mais de 400 meninas, com vastíssimos salões perfeitamente arejados, reunindo todos os requisitos da mais escrupulosa higiene, servido por uma canalização de água potável de primeira qualidade e abundante, exclusivamente do Colégio. No centro, há uma área espaçosa no meio da qual levanta-se uma coluna que serve de chafariz. A Capela é de ótimo gosto, elegante, avarantada, podendo as alunas ouvir missa e assistir aos demais ofícios do culto”. Padre Luís Lasagna apresentou a proposta a Dom Rua, então Superior da Congregação Salesiana, que aceitou a solicitação e a generosa oferta de Monsenhor João Filippo e, no dia 20 de abril de 1892, o Colégio Nossa Senhora do Carmo é inaugurado.  O Dia de Nossa Senhora do Carmo é mais do que uma simples data no calendário litúrgico; é uma expressão viva da fé e devoção dos católicos ao longo dos séculos. A história, os milagres e a promessa do escapulário continuam a inspirar milhões de fiéis ao redor do mundo, lembrando-os da presença amorosa e protetora da Mãe de Deus em suas vidas. Escrito por Janaína Lima, com informações de Crônica do Colégio Nossa Senhora do Carmo e colegiodocarmo.com.br

Memória do Martírio de Padre Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo

Chegou o mês de julho. E em Meruri — a entranhada aldeia dos índios Bororo — fez-se uma histórica “aliança no sangue”, entre o indígena e a missão.  Em memória dos 48 anos do martírio de Padre Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo, confira o artigo/relíquia histórica postado em 2021 pela Sra. Eunice Dias de Paula, na época, membro do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) - regional Mato Grosso, hoje aposentada: “Às 11 horas da manhã do dia 15 de julho, a Colônia Indígena de Meruri, no Leste mato-grosssense, foi atacada por 62 fazendeiros armados, cujas terras estão dentro da reserva Bororo, que começara a ser demarcada pela funai na antevéspera. O Padre Rodolfo Lunkenbein, missionário salesiano, de 37 anos, e o índio Simão Cristino foram mortos; outros quatro Bororo ficaram feridos. Um dos atacantes também morreu, atingido por uma bala perdida de seus próprios companheiros.” (Movimento n.° 56, julho de 1976 — os grifos são meus.) Aquele mesmo dia 15 eu tinha escrito uma carta ao Padre Rodolfo e a seu companheiro, o bom Padre Ochoa, colocando em letra maiúscula o nome de Rodolfo, por uma inconsciente distração que viria a ser profética. Aquele homem alemão, generoso, alto de corpo e de espírito, puro em seus olhos de criança, azuis, e aberto sempre em sorriso, seria o primeiro a selar os compromissos assumidos na I Assembleia Missionária Indigenista de Goiânia. O missionário já não morria matado pelo índio, como nas antigas histórias. Morria pelo índio, amado na totalidade de seu ser e de seus direitos, visto não apenas como uma alma a salvar. Morria pela Terra do índio que estava sendo invadida, demonstrando assim saber muito bem como — segundo o Parlamento índio de San Bernardino, de outubro de 1974 — ‘o índio é a própria terra’. E o índio — neste caso o doce e fiel Simão, aquele que ‘nunca zangava’ — morria pelo missionário. ‘Só para acudir o padre’, como dizia o velho cacique Eugênio — Aidji Kuguri —, Simão morria e outros quatro Bororo ficavam feridos. Só para socorrer o padre: ‘de mãos limpas, de corpo limpo’, que ‘nem canivete eles tinham consigo’. Eu fui a Meruri, com Leo, três dias depois. Nunca mais esquecerei aquele morro nítido no azul, as grandes árvores ondulando, a água muda e as folhas revoando, a praça, quase colonial, ao sol, e seu improvisado sino, as missionárias salesianas em branca desolação e os índios todos cantando naquela missa que celebramos pelos Mártires, com um lamento índio que emocionava profundamente, durante a comunhão. Pus toda a minha alma naquela missa, palavra. E entreguei ao cacique Eugênio o báculo — meio borduna, meio remo — de pau-brasil que os índios Tapirapé me haviam ofertado em minha sagração episcopal. Com isso, eu dava aos Mártires, aos Bororo, à missão salesiana de Meruri, o melhor tesouro que eu tinha. Aquela noite escrevi no “livro de Presença” da missão:‘Esta tarde celebramos, com a Morte gloriosa do Cristo, a morte gloriosa do Rodolfo e do Simão, o sangue da Teresa, do Lourenço, do Zezinho e do Gabriel; a angústia e a solidariedade do Ochoa, dos Bororo, dos missionários salesianos de Meruri! 15 de julho é uma data histórica na História da nova Igreja Missionária. Rodolfo e Simão são mais dois mártires, perfeitos no Amor, segundo a Palavra do Cristo: o índio deu a vida pelo Missionário; o Missionário deu a vida pelo Índio. Para todos nós, índios e missionários, este sangue de Meruri é um compromisso e uma Esperança. O índio terá terra! O índio será livre! A Igreja será índia! Com o abraço da Igreja indígena e sertaneja de São Félix…’ Escrevi também, para a solene missa fúnebre da catedral de Goiânia, uma Ladainha Penitencial, que reproduzo aqui porque expressa o que sinto sobre a culpa coletiva, a obstinada ignorância, que nos compete reparar, como Sociedade e como Igreja, em nosso comportamento para com os Povos Indígenas:” Confira o artigo na íntegra clicando aqui. Fonte: Inspetoria Santo Afonso Maria de Ligório

141 Anos da Presença Salesiana no Brasil

Neste domingo (14) a Família Salesiana celebra 141 anos de presença no Brasil. O início das ações educativas pastorais da Congregação Salesiana no país aconteceram na cidade de Niterói (RJ), em meados de julho de 1883. Há exatamente 141 anos, os primeiros Salesianos eram recebidos pelo Imperador Dom Pedro II, de acordo com os relatos históricos da Congregação: “Em 14 de julho de 1883, vieram finalmente os Salesianos para o Brasil e foram recebidos com extraordinária amabilidade pelo Imperador Dom Pedro II, que demonstrava o maior interesse pelas obras salesianas” (MARCIGAGLIA, 1955, pp.17-19). Foi na tarde de um sábado que os salesianos chegaram ao Brasil, entrando pela baía da Guanabara e desembarcando na Praça XV (Cais Pharoux). Eram sete sacerdotes, coordenados pelo Inspetor, Pe. Luís Lasagna. Foram para Niterói (RJ), onde ainda hoje funciona a primeira escola salesiana do país, o Colégio Santa Rosa. A TRADIÇÃO DO QUEIJO E DA RAPADURAAo chegar no local onde se hospedariam, encontraram uma casa pequena e muito simples que estava trancada e sem ninguém para recebe-los. O bispo do Rio de Janeiro, Dom Pedro Maria de Lacerda, estava em visita no estado de Minas Gerais (MG). Os Salesianos recém-chegados arrombaram uma janela e por ela saltaram para dentro. Na casa não havia muita coisa. A primeira refeição contou apenas com alguns alimentos oferecidos por amigos locais: o cônego Luís de Brito, o vizinho Benevides, Antônio Correa e Mourissy. A refeição de boas-vindas contou com alguns ovos, queijo e pão. No decorrer dos anos, sempre no dia 14 de julho, como uma espécie de celebração, a família Mourissy oferecia queijo aos Salesianos e daí nasceu a tradição de, anualmente, para celebrar e fazer memória da chegada dos primeiros salesianos ao Brasil, entregar queijo e rapadura (esta última introduzida posteriormente à tradição) às equipes da missão salesiana no Brasil. AMPLIAÇÃO DA MISSÃOAs oficinas do Colégio Santa Rosa marcaram época. O trabalho educativo com as Escolas Profissionais teve início em julho de 1885, com as oficinas de tipografia, encadernação, alfaiataria, sapataria e carpintaria. As Escolas Profissionais Salesianas de Niterói foram pioneiras no âmbito privado, sendo precedidas apenas por duas instituições semelhantes no tempo do Império. O sociólogo Gilberto Freyre falava sobre a contribuição dada pela Congregação Salesiana, no início do século XX. "Aqui se deve ressaltar a notável contribuição católica para o desenvolvimento da educação dos brasileiros: aquela representada pelos colégios salesianos que foram implantados no país no final do século XIX. Colégios do tipo do Santa Rosa, de Niterói, e onde aos estudos secundários se acrescentavam os de artes e ofícios diversos”, falava Gilberto Freyre. Dois anos após sua instalação no Rio de Janeiro, os missionários fundaram, em 1885, o Liceu Coração de Jesus, na cidade de São Paulo. Já em março de 1890, inauguraram o Colégio São Joaquim, em Lorena, interior do estado de São Paulo e, em 1892, também chegam ao Brasil as irmãs salesianas Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), trazendo às meninas brasileiras a acolhida salesiana que, até então, só era destinada aos meninos, uma vez que, naquela época, as escolas mistas ainda não era muito populares. A REDE SALESIANA BRASIL Ao longo destes 141 anos de presença no Brasil, os Salesianos e as Salesianas têm realizado um vasto movimento em favor da juventude, com uma preferência especial àquela em situação de vulnerabilidade social. Em 2012, a partir de um trabalho em Rede já consolidado entre os Salesianos de Dom Bosco (SDB) e as Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), foi criada a Rede Salesiana Brasil (RSB) para fortalecer as ações desenvolvidas por ambos nas áreas de Educação Básica, Ensino Superior, Ação Social e Comunicação. Atualmente a RSB conta com 97 Escolas de educação básica que formam mais de 71 mil estudantes; 100 Obras Sociais que atendem mais de 60 mil crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, além de 11 Centros de Comunicação e 15 Instituições de Ensino Superior por todo o país que, juntos, promovem a formação integral de “bons cristãos e honestos cidadãos”, tendo sempre a juventude como a “porção mais delicada e preciosa da sociedade humana”. Escrito por Janaína Lima, com informações do Boletim Salesiano Brasil
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