Educar com sentido: valores que formam e transformam vidas
24/01/2026

Educar com sentido: valores que formam e transformam vidas

Educar com sentido: valores que formam e transformam vidas

Celebrado no último sábado (24/01), o Dia Internacional da Educação constitui um convite permanente à reflexão sobre o papel da educação na formação humana e cristã, à luz do carisma salesiano inspirado por Dom Bosco. Nesse espírito, convidamos à leitura do artigo do padre Anselmo Nascimento, SDB.

Educar com sentido: valores que formam e transformam vidas

“O momento fundamental da formação permanente do professor é a reflexão crítica sobre a prática”[1]. Paulo Freire

Fazer educação hoje exige mais do que domínio pedagógico, competências digitais ou sensibilidade social. Exige, antes de tudo, consciência. Consciência de tempo histórico, de vocação educativa e de identidade carismática. Como Rede, somos convocados a assumir “valores que formam, educação que transforma”. Isso  não é apenas um slogan comunicacional; é uma tomada de posição pedagógica, ética e espiritual para quem busca unir forças para muito além dos resultados acadêmicos e desempenho técnico. Somos convocados a formar pessoas inteiras, capazes de ler a realidade com espírito crítico, agir com responsabilidade e viver com sentido. Onde há valores sólidos, há uma transformação verdadeira.

O eixo que sustenta nossa prática educativa é a escuta. Escutar Deus, escutar os jovens, escutar a realidade. Não uma escuta passiva, mas uma escuta que gera discernimento, escolhas responsáveis, compromisso com o bem comum e ousadia educacional. Aqui, na qualidade de educadores, se torna fundamental lembrar o dito de Jesus sobre não sermos servos dele, mas sim amigos (Jo15,15). Fazendo aquilo que Ele nos diz, com as competências que temos, seremos capazes de colaborar com algo que é maior que nós.

1. O tempo histórico

Educar, hoje, é um ato de ousadia e esperança; não educamos em abstrato, nem para um mundo idealizado. Educamos no Brasil real: fragmentado, marcado por transformações culturais aceleradas, fragilidade institucional, hiperconexão e crise de sentido entre os jovens, polarizações ideológicas e uma dinâmica que forma mais consumidores do que sujeitos. É neste chão histórico concreto que a missão educativa se atualiza e se renova. Não podemos ser apenas “funcionários da educação”; somos chamados a ser presença significativa, mediador de sentido e testemunha coerente de uma educação que gera liberdade e fraternidade.

Um dos grandes desafios da educação contemporânea é a fragmentação. Muitas vezes, a razão é reduzida à técnica e a fé é confinada ao espaço privado. A tradição salesiana propõe outro caminho: fé e razão juntas formam consciências livres. Uma educação que pensa, questiona, analisa e dialoga, sem perder o horizonte do sentido, da transcendência e da dignidade humana.

Como formar cidadãos autônomos, críticos e responsáveis, capazes de protagonismo social?

2. A vocação Educativa

A célebre frase de Paulo Freire nos recorda que “ninguém começa a ser professor numa certa terça-feira, às 4 horas da tarde”. O chamado ao exercício da educação é fruto do entrelaçamento de afetos, profissionalização e resistência em um contexto violento e desvalorizado. Isso permite afirmar que a resposta das pessoas chamadas à pratica educativa não é ingenua e aleatória. Contudo a esquizofrenia social, que impele a formar capital humano ou sujeitos de diretios, pode obnubilar a maneira de responder ao apelo educativo cotidiano.

Com base na BNCC, o educador é chamado a potencializar nos estudantes o desenvolvimento de um conjunto de aprendizagens essenciais que assegurem o seu pleno desenvolvimento e a sua formação para a cidadania, consciente e livre. Formar consciências livres não significa formar de maneira neutra ou indiferente; é desenvolver nas pessoas a capacidade de discernir, de não se deixar capturar por ideologias simplificadoras, discursos de ódio ou lógicas de consumo que desumanizam. O educador salesiano é chamado a ser mediador desse processo, ajudando os estudantes a integrar conhecimento, ética e espiritualidade.

Qual ideia de ser humano sustenta sua prática educativa?

3. A identidade carismática

Educação de qualidade só se concretiza quando há convergência de intencionalidades entre os atores, no mesmo jeito de educar. Como escola Católica o modelo de educador é Jesus Cristo, de quem assumimos a figura de Bom Pastor. Como Colégio Salesiano, desenvolvemos um jeito de educar que ensina articulando cabeça e coração, em vista de mãos que tranformem o mundo. Como Comunidade Educativo-Pastoral, agimos de modo a convergir as exigencias legais e de mercado com uma educação integral e holistica para nossos destinatários.

O que esperamos com a educação salesiana?

4. O jeito salesiano de educar

Cada sala de aula, cada pátio, cada reunião pedagógica é espaço formativo. Educamos pelo currículo, mas também pelo clima institucional, pelas relações que construímos, pela forma como lidamos com conflitos, diferenças e fragilidades. A pedagogia salesiana continua atual porque entende que o educador educa mais pelo que é do que apenas pelo que diz. O jeito salesiano de educar não forma espectadores da realidade, mas protagonistas solidários. Jovens capazes de colocar seus talentos a serviço da sociedade, da justiça e da paz.

Construir conevrgencia passa pela abertura do educador a deixar-se afetar pela mística que envolve o projeto pedagógico salesiano, assim formamos Comunidade Educativo-Pastoral. A pedagogia salesiana, quando pensa na pessoa que educa, a entende como um seguidora de Jesus Cristo, capaz de ensinar caminhando junto e fazendo o coração do educando arder com cada ensinamento (Lc24,13-35).Ela é fruto da coerência entre o que se anuncia e o que se vive; palavra e ação juntas geram espiritualidade integral. Não falamos de uma espiritualidade intimista ou desencarnada, mas de uma espiritualidade que se expressa no cuidado, na presença, na justiça, na alegria e na coresponsabilidade cotidiana. Num tempo marcado pelo individualismo e pela lógica do sucesso a qualquer custo, educar para o serviço é um gesto contracultural. Significa ensinar que a verdadeira realização humana passa pelo cuidado com o outro, pela responsabilidade social e pela construção do bem comum. É aqui que a educação, de fato, se transforma.

Na abertua de mais um ano letivo, somos convidados a renovar nossa consciência vocacional. Ser educador salesiano é assumir uma missão exigente e bela: estar com os jovens, caminhar com eles, acreditar em suas possibilidades, mesmo quando o contexto parece adverso. É ser presença que anima, orienta, corrige e encoraja. “Valores que formam, educação que transforma” começa em nós. Em nossa postura, em nossas escolhas pedagógicas, em nossa capacidade de trabalhar em rede, de aprender continuamente e de manter viva a esperança. Assim como em Caná da Galiléia, somos chamados a colaborar para que o vinho não falte — o vinho da esperança, do sentido e da vida plena.

5. Educar com sentido

Educar com sentido passa pela capacidade de alinhar identidade, missão e prática com um projeto que perpassa a ideia de educando sociedade que o educador pretende colaborar; a educação salesiana busca pessoas aberta ao ser jeito de fazer educação. Agindo assim nos mantemos fiéis ao carisma de Dom Bosco, e seguiremos educando com inteligência, ternura e coragem, formando pessoas e transformando o mundo, um jovem de cada vez.

Educar com sentido, passa por valorizar a consciência não como mero sentimento subjetivo nem simples adequação a normas externas, mas como lugar interior onde a verdade interpela a liberdade e chama à responsabilidade. Quando a educação se limita à técnica ou ao desempenho, silencia a consciência; quando, ao contrário, ajuda o educando a escutar a verdade que o habita, promove liberdade autêntica. Nesse horizonte é que a educação salesiana revela sua força: formar consciências livres, capazes de unir razão, fé e vida, sem medo de pensar, crer e agir de modo coerente no mundo.

O jeito salesiano de educar busca pessoas capazes de serem mediadores de consciências, não donos da verdade; testemunhas de sentido, não meros executorer de currículos. Torna-se alinhado ao carisma quem compreende que educar é acompanhar processos interiores, ajudando os jovens a reconhecerem a voz que chama ao bem, à responsabilidade e ao serviço; que estejam comprometidas com a transformação da sociedade, porque aprenderam, na escola e na vida, a obedecer antes de tudo à própria consciência bem formada.

‍[1] Pedagogia da Autonomia, p. 40


Fonte: Pe. Anselmo da Silva Nascimento - Inspetoria São João Bosco

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A dinâmica favoreceu um diálogo mais direcionado, considerando as particularidades de cada frente de Missão e contribuindo para que as unidades pudessem aprofundar dúvidas, alinhar procedimentos e fortalecer a aplicação das orientações em seus contextos cotidianos. A Equipe da Sede Inspetorial também esteve presente no segundo e no terceiro dias do Seminário, dinamizando momentos com o grupo todo, além de contribuições realizadas separadamente com as Escolas e as Obras Sociais. Participaram das atividades, pelo Setor Contábil, Adilma Mara Martins e Alex Nunes Pereira; pelo Departamento Pessoal, Débora Ribeiro da Silva e Sara Cristina da Cruz; pelo Departamento Financeiro, Giselle Gonçalves Souza do Amaral e Maria Júlia Sousa Santos e pela Assistência Social das Escolas, Warleni Victória Xavier. Cada integrante levou orientações e diretrizes comuns à Inspetoria, partilhando melhores práticas de trabalho para o desenvolvimento das atividades e para o melhor atendimento às necessidades da Missão. Para celebrar a comunhão entre todos/as os/as participantes, a programação também contou com um Jantar Junino, vivido como um momento de descontração, alegria e animação tipicamente salesiana. Em clima de família, com música ao vivo e muita diversão, os/as participantes puderam confraternizar, estreitar os laços e reforçar o espírito de comunhão que marcou todo o Seminário. Além das atividades formativas e dos momentos de espiritualidade, o Encontro foi marcado por convivência fraterna, animação e sorteio de brindes, fortalecendo os vínculos entre as equipes e reafirmando a importância da corresponsabilidade na Missão. 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Salesianos de Niterói atingem 96% de aprovação na 1ª fase da UERJ com diversos alunos “Conceito A”

Realizada no dia 07 de junho, a 1ª fase do Exame de Qualificação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) rendeu os Colégios Salesianos de Niterói excelentes resultados: 96% de aproveitamento dos estudantes da 3ª série do Ensino Médio para a 2ª fase do vestibular rumo à aprovação. ‍Em 2026, 54,72% dos alunos conquistaram conceitos A e B, considerados extremamente importantes para aprovações em cursos universitários disputados como “Direito” e “Odontologia”. Em comparação com o ano letivo de 2025, houve um crescimento de 55,56% na obtenção do Conceito “A”. ‍A evolução ocorre por meio olhar atento das equipes técnico-pedagógica e de corpo docente em relação aos projetos de vida dos estudantes e à vontade de ingresso na UERJ. ‍Os Colégios Salesianos de Niterói investem, anualmente, em estratégias específicas para o êxito nos principais vestibulares: UERJ e ENEM. Os estudantes salesianos contam com o apoio de plataformas digitais interativas, que promovem simulados e disponibilizam relatórios diagnósticos, que proporcionam um direcionamento individualizado. ‍A partir disso, os educadores, junto aos alunos, traçam estratégias e cronogramas de estudo para o aperfeiçoamento de fragilidades e contribuindo ainda mais com as potencialidades. ‍Somado a isso, o corpo docente organiza “aulões” de todas as áreas do conhecimento, com foco em resolução e debate de questões. Após os “intensivões”, os estudantes fazem simulados com questões selecionadas pelos educadores salesianos. Dessa forma, os jovens adquirem mais confiança para os exames e conseguem realizar as provas com serenidade, certos de suas repostas.

Estudante do INSA Araras conquista medalha de bronze no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu

O talento, a dedicação e a disciplina levaram o estudante Arthur Lelis Moreira Alencar ao pódio de uma das mais importantes competições da modalidade no país. No último sábado, 13 de junho, Arthur, estudante do Instituto Nossa Senhora Auxiliadora (INSA), de Araras (SP), conquistou a medalha de bronze no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ), realizado na cidade de Barueri. Representando com excelência o esporte ararense, o estudante competiu na categoria Infantojuvenil 3, faixa amarela, pesadíssimo, enfrentando atletas de alto nível técnico de diversas regiões do Brasil. O campeonato reuniu 4.447 competidores com idades entre 4 e 15 anos, consolidando-se como uma das maiores competições de base do jiu-jítsu brasileiro. A conquista é resultado de muito empenho, treinamento e determinação, valores que inspiram toda a comunidade educativa. O INSA Araras parabeniza Arthur por essa importante conquista e deseja ainda mais sucesso em sua trajetória esportiva. Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

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