Dia Nacional do Sistema Braille
08/04/2024

Dia Nacional do Sistema Braille

Dia Nacional do Sistema Braille
Fotos: Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora da Tailândia

No dia 8 de abril, celebra-se o Dia Nacional do Sistema Braille, uma data que marca não apenas a invenção de um sistema de leitura e escrita fundamental para pessoas cegas, mas também ressalta a importância da acessibilidade e inclusão para todos. O Sistema Braille é uma ferramenta vital que permite às pessoas cegas, ou com baixa visão, acesso à informação e autonomia.

A escolha do dia 8 de abril para celebrar o Dia Nacional do Sistema Braille é uma homenagem ao nascimento de José Álvares de Azevedo, primeiro professor cego do país. Álvares de Azevedo foi o responsável pela fundação do primeiro instituto de educação para cegos no Brasil, o Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, em 1854. Sua dedicação e trabalho incansável foram fundamentais para a disseminação do Sistema Braille no país.

De acordo com dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 6,5 milhões de brasileiros possuem alguma deficiência visual, sendo que aproximadamente 500 mil são totalmente cegos. Destes, muitos utilizam o Sistema Braille como principal meio de leitura e escrita.

Confira algumas curiosidades sobre o Sistema Braille:

- O Sistema Braille foi inventado pelo francês Louis Braille em 1824, quando ele tinha apenas 15 anos de idade. Braille ficou cego após um acidente na infância e desenvolveu o sistema baseado em um método tátil de pontos em relevo;

- O Sistema Braille é universal e pode ser adaptado para diversos idiomas, proporcionando acesso à informação em diferentes partes do mundo;

- Atualmente, o Sistema Braille não se restringe apenas a livros e documentos. Ele também é utilizado em dispositivos eletrônicos, como smartphones e tablets, através de displays táteis.

 

COLÉGIO SANTA INÊS, SÃO PAULO (SP)

Como parte dos projetos de Linguagens e Códigos, os estudantes do primeiro ano do Ensino Médio do Colégio Santa Inês, em São Paulo (SP), mergulharam no universo das pessoas cegas e descobriram o Sistema Braille. Aliando teoria e prática, os estudantes transformaram mensagens positivas para o Sistema Braille e experienciaram as dificuldades encontradas por quem possui tal condição, promovendo assim o conhecimento e a inclusão.

   

 

INSTITUTO SÃO JOSÉ, SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)

A ideia surgiu a partir do livro Ampliando Rotas, com os alunos do 2º ano. Com a proposta de construir um livro acessível, foi desenvolvida a hipótese de se trabalhar com uma história em braille. As ideias foram surgindo diariamente, cada vez mais alunos e professores envolvidos e os estudantes sugeriram um livro acessível com Cantigas de Rodas. Para a ação, foi convidada a profissional Goretti, que é cega, para palestrar aos alunos e ajudá-los a escrever o livro em braille.

A elaboração de um livro digital acessível para crianças cegas foi um desafio conquistado, demonstrando o protagonismo dos alunos desde a escolha do tema, criação das narrativas e ilustrações, bem como construção da escrita em braille.

   

 

FILHAS DE MARIA AUXILIADORA E O CENTRO DE REABILITAÇÃO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL PARA MULHERES CEGAS

No Centro de Reabilitação e Formação Profissional para Mulheres Cegas, localizado na cidade de Samphran, na Tailândia, as Irmãs Salesianas Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) desempenham um trabalho exemplar na promoção da educação e inclusão de pessoas cegas.

O Centro oferece uma ampla gama de formações, incluindo treinamento em massoterapia e outras habilidades profissionais, proporcionando às alunas cegas as ferramentas necessárias para uma vida independente e produtiva.

Atualmente na instituição 54 indivíduos participam ativamente das atividades do Centro de Reabilitação e Formação Profissional para Mulheres Cegas: 22 massoterapeutas mulheres, 15 alunas cegas e 17 professoras e colaboradores (dessas, 4 possuem visão normal).

Após concluírem sua formação no Centro, as pessoas cegas têm a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho como massoterapeutas ou em outras áreas de acordo com suas habilidades e interesses.

As irmãs FMA, dedicadas integralmente ao projeto, acompanham de perto o desenvolvimento das jovens, promovendo não apenas a educação, mas também o crescimento pessoal e a integração social. Além disso, muitas delas constituem família, demonstrando que a educação e o apoio oferecidos pelo Centro são fundamentais para a construção de um futuro promissor.

   

Por Equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil, com informações cedidas pelas Irmã Salesianas Filhas de Maria Auxiliadora da Tailândia

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