12 de Junho: A missão salesiana na defesa da infância e no combate ao trabalho infantil
12/06/2026

12 de Junho: A missão salesiana na defesa da infância e no combate ao trabalho infantil

12 de Junho: A missão salesiana na defesa da infância e no combate ao trabalho infantil

Educação, proteção e oportunidades: como a ação salesiana contribui para garantir que crianças e adolescentes vivam plenamente seus direitos

No dia 12 de junho, o Brasil e diversos países celebram o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, uma data instituída pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2002 para mobilizar governos, organizações e a sociedade na defesa dos direitos de crianças e adolescentes. No Brasil, a data também é reconhecida como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, por meio da Lei nº 11.542/2007.

Mais do que uma campanha anual, a luta contra o trabalho infantil representa um compromisso permanente com a garantia da infância, da educação e do desenvolvimento integral de milhões de crianças e adolescentes. Nesse cenário, a atuação da Rede Salesiana Brasil (RSB) e das obras sociais salesianas espalhadas pelo país reafirma, diariamente, o legado de Dom Bosco na promoção da dignidade humana e na proteção dos mais vulneráveis.

Uma realidade que ainda desafia o Brasil

O trabalho infantil continua sendo uma das mais graves violações dos direitos de crianças e adolescentes. Quando uma criança é privada do direito de estudar, brincar, conviver com a família e desenvolver-se plenamente para assumir responsabilidades incompatíveis com sua idade, toda a sociedade perde.

Por trás do trabalho infantil estão fatores como pobreza, exclusão social, desigualdade de oportunidades e fragilidade das redes de proteção. Combatê-lo exige ações articuladas que envolvam educação, assistência social, fortalecimento familiar e políticas públicas capazes de garantir perspectivas concretas para as novas gerações.

É justamente nessa direção que a missão salesiana atua há mais de um século.

Dom Bosco: educar para prevenir

A proposta educativa de Dom Bosco nasceu em meio aos desafios sociais da Revolução Industrial, quando milhares de crianças e jovens eram submetidos a jornadas exaustivas de trabalho e viviam em condições de extrema vulnerabilidade.

Ao criar o Sistema Preventivo, baseado na razão, na religião e na amorevolezza (amor educativo), Dom Bosco compreendeu que a melhor forma de proteger crianças e adolescentes era oferecer educação, acolhimento, formação humana e oportunidades concretas de desenvolvimento.

Mais de 150 anos depois, esse princípio continua atual. Nas obras sociais salesianas, a prevenção das situações de risco social acontece por meio do fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, do acesso à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer e à formação cidadã, garantindo que crianças e adolescentes sejam reconhecidos como sujeitos de direitos.

Madre Mazzarello e a proteção das meninas contra a exploração e a exclusão

Ao refletirmos sobre o combate ao trabalho infantil, também é importante recordar a contribuição de Santa Maria Domingas Mazzarello para a promoção e proteção dos direitos das meninas e adolescentes. Em uma sociedade na qual muitas jovens tinham acesso limitado à educação e eram frequentemente destinadas precocemente ao trabalho doméstico ou a atividades que restringiam seu desenvolvimento humano e social, Madre Mazzarello compreendeu que a educação era um caminho de libertação e transformação. Por meio do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, fundado juntamente com Dom Bosco, ela criou ambientes acolhedores e educativos que ofereciam às meninas oportunidades de formação integral, fortalecendo sua dignidade, autonomia e protagonismo. Sua missão ajudou a romper ciclos de pobreza, exclusão e exploração, antecipando princípios que hoje orientam a luta pela erradicação do trabalho infantil. Assim como Dom Bosco dedicou-se à proteção dos meninos trabalhadores de seu tempo, Madre Mazzarello empenhou-se para que meninas e jovens tivessem assegurados seus direitos à educação, ao cuidado e a um futuro construído com oportunidades, e não marcado pela exploração precoce do trabalho.

Esse legado permanece vivo nas presenças salesianas femininas em todo o mundo, que continuam promovendo ações de educação, assistência social e garantia de direitos, contribuindo para que crianças e adolescentes possam viver plenamente sua infância, desenvolver seus talentos e construir seus projetos de vida em ambientes seguros e protegidos.

A ação social salesiana como estratégia de proteção

Presente em mais de 100 obras sociais distribuídas por todo o Brasil, a Rede Salesiana Brasil desenvolve ações voltadas ao atendimento de crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, exclusão e violência. O trabalho realizado busca promover o desenvolvimento integral e a garantia dos direitos fundamentais das novas gerações.

Entre as iniciativas desenvolvidas estão atividades socioeducativas, fortalecimento dos vínculos familiares, acompanhamento social, ações de convivência comunitária e programas voltados à formação para a cidadania e ao protagonismo juvenil. Essas ações contribuem diretamente para afastar crianças e adolescentes de situações que possam levá-los ao trabalho precoce, à evasão escolar ou a outras formas de violação de direitos.

Da erradicação do trabalho infantil à inclusão protegida no mundo do trabalho

Uma das contribuições mais significativas da presença salesiana para o enfrentamento do trabalho infantil está nos programas de aprendizagem profissional desenvolvidos pelos Centros Salesianos do Adolescente Trabalhador (CESAM).

Atuando em diferentes regiões do país, os CESAMs promovem qualificação socioprofissional e inserção protegida de adolescentes e jovens no mundo do trabalho, sempre em conformidade com a legislação brasileira e com a Lei da Aprendizagem. Entre seus objetivos estão a erradicação do trabalho infantil, a redução da evasão escolar, o fortalecimento dos vínculos familiares e a promoção do protagonismo juvenil.

A proposta é clara: diferentemente do trabalho infantil, a aprendizagem profissional é um direito assegurado por lei e ocorre em ambiente protegido, com acompanhamento pedagógico, garantia da frequência escolar e desenvolvimento de competências para a vida e para o futuro profissional.

Ao longo de cinco décadas de atuação, o Programa de Aprendizagem Salesiano já contribuiu para a inserção de mais de 150 mil jovens no mercado formal de trabalho, demonstrando que é possível construir caminhos seguros para a inclusão produtiva sem comprometer a infância e a adolescência.

O símbolo que nos une

O cata-vento colorido de cinco pontas tornou-se o símbolo mundial da luta contra o trabalho infantil. Suas cores representam movimento, esperança, articulação e a alegria que deve estar presente na vida de toda criança e adolescente.

A imagem dialoga profundamente com a missão salesiana. Afinal, promover a infância significa garantir que crianças possam estudar, brincar, sonhar e construir projetos de vida. Significa assegurar que adolescentes tenham acesso à formação humana e profissional adequada, sem que lhes seja negado o direito de viver plenamente cada etapa do desenvolvimento.

Um compromisso permanente

Neste 12 de junho, a Rede Salesiana Brasil reforça seu compromisso histórico com a proteção integral de crianças e adolescentes. Mais do que combater o trabalho infantil, a missão salesiana busca construir ambientes seguros, educativos e acolhedores, onde cada criança e jovem possa descobrir seus talentos, desenvolver seu potencial e tornar-se protagonista de sua própria história.

Inspirados por Dom Bosco e Madre Mazzarello, Salesianos e Salesianas continuam acreditando que a educação é a ferramenta mais poderosa para transformar vidas e romper ciclos de pobreza, exclusão e violência.

Porque lugar de criança é na escola, na família, no esporte, na cultura, na convivência comunitária e na construção dos seus sonhos. E lugar de adolescente é em processos formativos que respeitem seus direitos, sua dignidade e seu futuro.

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Papa nomeia ir. Smerilli prefeita do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral

Nova nomeação feminina para um cargo de liderança na Cúria Romana feita por Leão XIV. Até agora secretária do mesmo organismo curial, a religiosa salesiana assume a função até então exercida pelo cardeal Michael Czerny. O cardeal Fabio Baggio foi nomeado pró-prefeito.   Leão XIV já havia manifestado, na única entrevista concedida neste primeiro ano de pontificado à jornalista Elise Allen, o desejo de “continuar os passos de Francisco, nomeando mulheres para alguns cargos de liderança em diferentes níveis da vida da Igreja”. Desta vez, o Papa confirma essa intenção ao nomear mais uma mulher à frente de um Dicastério da Cúria Romana: trata-se da irmã Alessandra Smerilli, nova prefeita do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Ela sucede o cardeal Michael Czerny, que completará 80 anos no próximo dia 18 de julho e que, desde 2022, esteve à frente do organismo curial. Terceira mulher prefeita na Cúria Romana Trata-se da segunda nomeação feminina para um cargo de liderança realizada por Leão XIV, após a da prefeita do Dicastério para a Comunicação, a leiga Montse Alvarado. Mas é a terceira mulher a ocupar o cargo de prefeita na Cúria Romana, depois da nomeação da irmã Simona Brambilla pelo Papa Francisco para o Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Na ocasião, Francisco havia associado à nomeação a do cardeal Ángel Fernández Artime como pró-prefeito do Dicastério. O mesmo acontece agora com o cardeal Fabio Baggio que, segundo o boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé, deixa o cargo de subsecretário do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral para assumir a função de pró-prefeito, com responsabilidade especial pelo Centro de Alta Formação Laudato si’. Baggio passa, assim, a colaborar diretamente com a prefeita Smerilli. Ambos assumirão suas funções em 1º de setembro. Atuação no Vaticano Economista, acadêmica e professora da Universidade Auxilium de Milão, dedicada aos temas da justiça social, da economia civil e da inclusão, a irmã Alessandra Smerilli nasceu em Vasto, formou-se pela Universidade Roma Tre e obteve um doutorado em Economia no Reino Unido. Salesiana das Filhas de Maria Auxiliadora desde 1997, passou a assumir responsabilidades na estrutura da Santa Sé a partir de 2019. Naquele ano, foi nomeada conselheira do Estado da Cidade do Vaticano e, em 2020, chamada a coordenar a força-tarefa da seção econômica da Comissão Vaticana para a Covid-19, criada pelo Papa para responder de forma rápida e abrangente à crise sanitária e socioeconômica provocada pela pandemia da Covid-19. A Comissão nasceu e atuou no âmbito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, onde a irmã Alessandra se tornou, em 2021, subsecretária para o setor Fé e Desenvolvimento e, poucos meses depois, secretária interina. Em 2022, foi confirmada definitivamente no cargo. O trabalho do Dicastério Nestes anos, a religiosa acompanhou o cardeal Czerny no trabalho desenvolvido pelo Dicastério, sediado no Palácio São Calisto, no coração do bairro romano de Trastevere. Em 2017, o organismo passou a reunir os antigos Conselhos Pontifícios Justiça e Paz, Cor Unum, da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes e para os Agentes de Saúde, integrados com o objetivo comum de promover a pessoa humana e a dignidade de todos. O organismo atua em áreas ligadas à promoção da dignidade humana, à assistência humanitária, à saúde, às migrações, à justiça social e ao cuidado da criação. São numerosos os projetos desenvolvidos nos cinco continentes pelo organismo conhecido como “Desenvolvimento Integral”, estruturado internamente em três seções de atuação: Escuta e Diálogo, Reflexão e Pesquisa e Comunicação e Difusão. Entre os desafios e temas acompanhados pelo Dicastério — além da pobreza, do meio ambiente, da ajuda humanitária, do desarmamento, do comércio, das migrações, das finanças, da guerra e da justiça — soma-se, nos últimos anos, também a questão da inteligência artificial. O Dicastério participa da recém-criada Comissão Interdicasterial para a IA, instituída em maio para favorecer o intercâmbio de informações e projetos sobre os desafios e oportunidades relacionados à inteligência artificial. Novo secretário Também no âmbito do Desenvolvimento Humano Integral foi anunciada hoje uma terceira nomeação, além das de Smerilli como prefeita e Baggio como pró-prefeito: a do novo secretário do Dicastério. Trata-se de monsenhor Jozef Barlaš, canonista de origem eslovaca que, desde novembro de 2025, exercia a função de subsecretário. Ele também assumirá o cargo em 1º de setembro. Entre as nomeações anunciadas hoje figura ainda a de dom Marco Mellino como secretário do Dicastério para os Textos Legislativos, onde já atuava como secretário adjunto. Fonte: Salvatore Cernuzio – Vatican News

Início do ENAS 2026 traz como foco a cultura do cuidado e a garantia de direitos

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Abertura Institucional e Alinhamento de Forças A mesa de abertura do primeiro dia contou com a presença de lideranças fundamentais para a condução do trabalho social salesiano no país. Participaram do momento os Inspetores Referentes da Ação Social, Ir. Maria Américo Rolim e Pe. Felipe Bauzière; a Diretoria Executiva da RSB foi representada apenas pela Ir. Silvia Aparecida da Silva, uma vez que o Pe. Sérgio Augusto Baldin Jr. se encontrava em viagem, voltando de Aracaju, onde esteve presente no Nordestão Salesiano; e o Gestor da Ação Social da RSB, Eduardo dos Santos Batista. Dando as boas-vindas aos participantes do ENAS 2026, Ir. Silvia agradeceu a presença de cada um e cada uma: “Estarmos aqui hoje para mais um momento de formação significa estarmos também somando forças enquanto Rede Salesiana Brasil de Ação Social. Eu agradeço a presença de cada um, cada uma, porque são vocês que nos ajudam a compor essa rede. São vocês que nos ajudam a cuidar de quem cuida. São vocês que nos ajudam a cuidar dos nossos educandos. E isso é muito importante para nós como carisma salesiano”. Em sua fala de abertura, Ir. Maria Américo relembrou a missão de Dom Bosco e Madre Mazzarello de cuidar dos meninos e meninas de suas épocas: “Ele [Dom Bosco] queria a vida toda cuidar dos meninos, era o contexto da época. Mas Maria disse a ele: ‘cuide delas, são minhas filhas”. ‘Cuide’, o imperativo. E a Mazzarello também, que a gente conhece tanto na visão de Borgo Alto, ela [Maria] falou assim: ‘eu confio essas meninas a você’. Quer dizer, eu confio o cuidado dessas meninas a você. Então, o cuidado é elemento carismático e tem um jeito de cuidar que é o jeito do Sistema Preventivo”. Em seguida, o Pe. Felipe Bauzière complementou dizendo: “Dom Bosco procurou viver a solidariedade e o cuidado de uma maneira muito particular nos tempos dele e nós herdamos o Sistema Preventivo. Por natureza, a nossa Ação Social Salesiana é de profundo cuidado. Que o Senhor nos ajude a viver essa cultura do cuidado que está muito ligada ao Sistema Preventivo e faz parte da nossa cultura salesiana". Em sua fala, o Gestor da Ação Social da RSB, Eduardo dos Santos Batista, resgatou as discussões do ENAS 2025 que se estendem para este evento: “Desde o ENAS do ano passado, um tema que saiu muito forte era esse da cultura do cuidado, dessa humanização como nossa potência e o cuidado como uma potência também, mas também algo a ser observado mais de perto. O cuidado dos nossos educadores, que é quem está lá na ponta, com os nossos atendidos, com as nossas crianças e adolescentes, trazendo todo esse olhar de rede para eles também, o olhar carinhoso de Dom Bosco e Madre Mazzarello". O ENAS congrega um público diverso e essencial para o dia a dia das presenças no país. Entre os participantes conectados, destacam-se diretores salesianos e leigos, coordenadores pedagógicos, de projetos e de pastoral, além de técnicos, educadores sociais e membros das equipes administrativas de cada obra social.  Cultura do Cuidado e Espaço de Ressonâncias A grande atração formativa deste primeiro dia foi a palestra "Da cultura do cuidado à garantia de direitos: desafios para a ação educativo-pastoral", ministrada por Guilherme Cechelero. Sociólogo, especialista na área da infância e adolescência e assessor da RSB, Cechelero trouxe reflexões profundas sobre as ferramentas necessárias para acolher as demandas atuais da juventude sem perder de vista a proteção integral e o Sistema de Garantia de Direitos. “Mais do que cuidar, é preciso ter a coragem de proteger crianças e adolescentes. Garantia de direitos é garantir que a RSB se faça presente para proteger qualquer criança que sofra qualquer tipo de violência", destaca Guilherme Cechelero. Após a conferência principal, os participantes foram convidados a se dividir para um momento de partilhas em grupos. A atividade foi conduzida pelo Coordenador da Ação Social da Inspetoria São Pio X, José Jair Ribeiro, o qual também fez a mediação de todo o primeiro dia do evento. O momento permitiu a troca de experiências práticas e o debate sobre como os conceitos apresentados se aplicam à rotina das instituições. A Programação Continua O Encontro Nacional da Ação Social (ENAS) 2026 continua nesta terça-feira (30), com novos painéis e debates voltados à qualificação das práticas socioeducativas da RSB. Toda a cobertura pode ser acompanhada diretamente pelas plataformas digitais da Rede Salesiana Brasil (@redesalesianabr). Por Janaina Lima, com apoio da equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil

AREIA BRANCA | Um momento de escuta, partilha e fortalecimento da nossa missão!

A Obra Social Dom Bosco recebeu a visita do Diretor Executivo de Obras Sociais da Rede Salesiana Brasil, Pe. Sérgio Baldin, do Gestor Nacional Eduardo Batista e do Gestor do Nordeste, Pe. Josemar Abel, em mais uma importante etapa do PRO REDE. O encontro foi marcado por momentos de diálogo, reflexão e acompanhamento das ações desenvolvidas pela obra social, utilizando metodologias participativas que contribuem para o fortalecimento da gestão e da missão salesiana. Mais do que uma visita técnica, este foi um momento de renovação do compromisso com a educação, a promoção social e os valores deixados por Dom Bosco, reafirmando o propósito de oferecer um atendimento cada vez mais qualificado às crianças, adolescentes, jovens e suas famílias. Por Danny Mendonça

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