Campanha reforça a urgência do enfrentamento ao trabalho infantil
12/06/2025

Campanha reforça a urgência do enfrentamento ao trabalho infantil

Campanha reforça a urgência do enfrentamento ao trabalho infantil

Com o slogan “Toda criança que trabalha perde a infância e o futuro”, a campanha deste ano de combate ao trabalho infantil busca estimular a sociedade e o Poder Público a adotarem ações concretas de enfrentamento a essa prática. A iniciativa tem como correalizadores o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho (FNPETI), o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Justiça do Trabalho, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A campanha vai reunir quatro vídeos com depoimentos de pessoas que revelam como o trabalho infantil afetou suas trajetórias de vida. Os vídeos foram criados com auxílio de inteligência artificial (IA) e retratam personagens fictícios que atuaram no campo, no trabalho doméstico, na mendicância e como influenciadora em redes sociais durante a infância e a adolescência.

A secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho (FNPETI), Katerina Volcov, enfatiza que combater o trabalho infantil é uma tarefa que envolve ações efetivas do Estado, da sociedade e da família. "O enfrentamento ao trabalho infantil exige que compreendamos a complexidade dessa violação de direito e que precisamos enfrentar com firmeza e articulação. Estamos diante de uma realidade que se transforma cotidianamente. Além das formas já conhecidas, novas modalidades como o trabalho infantil digital e o empreendedorismo infantil vêm sendo naturalizados pela sociedade. Precisamos romper com mitos e novos modelos difundidos. Necessitamos que a sociedade compreenda que, independentemente do meio, trabalho infantil é violação de direito. Nessa perspectiva, o FNPETI tem atuado ativamente na busca de soluções para o enfrentamento às piores e novas formas de trabalho infantil".

Durante o mês de junho, as instituições pretendem difundir informações sobre o trabalho infantil e a necessidade de intensificação das ações de erradicação dessa grave violação de direitos de crianças e adolescentes.

Segundo dados da PNAD-Contínua 2023 do IBGE, o Brasil registrou 1,607 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade em situação de trabalho infantil em 2023. O levantamento também apontou que o Brasil tinha 586 mil crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade exercendo as piores formas de trabalho infantil em 2023.

A coordenadora nacional de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes (Coordinfância) do MPT, Luísa Carvalho Rodrigues, destaca que os dados evidenciam uma retomada dos esforços do Brasil para erradicar o trabalho infantil, mas que ainda temos muito a avançar. “Os dados da PNAD-Contínua 2023 são uma sinalização positiva de que o Brasil está retomando um caminho de redução de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. No entanto, esse ritmo ainda é insuficiente para a erradicação dessa violência e indica o descumprimento ao compromisso internacional assumido na Meta 8.7 da Agenda 2030 - Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Além disso, espera-se que em breve ocorra a divulgação dos dados do Censo 2022, para melhor orientar as necessárias políticas públicas de enfrentamento ao trabalho infantil.”  

"A campanha deste ano ilustra, de forma contundente, as consequências devastadoras do trabalho precoce na vida de uma pessoa. Crianças submetidas a essa realidade têm seus direitos a uma infância livre e protegida violados, substituindo brincadeiras e educação por responsabilidades laborais precoces", disse o coordenador nacional do Programa de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem da Justiça do Trabalho, o ministro Evandro Valadão. "Embora o Brasil não deva conseguir cumprir a meta de erradicar todas as formas de trabalho infantil até 2025, a Justiça do Trabalho mantém o compromisso institucional de intensificar esforços para alcançar esse objetivo o quanto antes nos próximos anos", completou.

Meta 8.7 - A Meta 8.7 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) prevê a erradicação do trabalho infantil em todas as suas formas até 2025. A eliminação efetiva do trabalho infantil é ainda um dos cinco Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho da OIT.

Segundo os dados mais recentes da OIT e do UNICEF, cerca de 160 milhões de crianças e adolescentes – 63 milhões de meninas e 97 milhões de meninos – estavam em situação de trabalho infantil no início de 2020. Dessas, 79 milhões estavam envolvidas em atividades perigosas que colocam em risco sua saúde, segurança e desenvolvimento moral. 

Mesmo com os avanços no combate a essa violação de direitos – são 86 milhões de crianças a menos em situação de trabalho infantil do que em 2000 – os países não cumpriram o compromisso coletivo de acabar com essa prática até o ano 2025.

“Erradicar o trabalho infantil no século XXI não é uma batalha solitária, mas uma meta compartilhada. É um somatório de atuações decisivas e articuladas entre governos, organizações de trabalhadores e empregadores e a sociedade civil para que possamos avançar. Embora os marcos legais estejam estabelecidos, persistem grandes lacunas na implementação. Temos que garantir que nenhuma criança seja privada de sua infância e de uma educação”, disse o diretor do Escritório da OIT para o Brasil, Vinícius Pinheiro.

O coordenador nacional de Fiscalização do Trabalho Infantil da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Roberto Padilha Guimarães, esclarece que toda criança que trabalha perde a infância e o futuro, porque o trabalho infantil priva crianças e adolescentes de um desenvolvimento pleno e do acesso à educação, perpetuando ciclos de pobreza e desigualdade. “O dia 12 de junho, Dia Nacional e Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, é uma data relevante para sensibilizar e chamar a atenção da população brasileira e mundial para esta grave violação aos direitos de crianças e adolescentes, bem como para reforçar a necessidade de cooperação entre poder público, empregados, empregadores, entidades sindicais e sociedade civil para erradicar esta prática e criar um ambiente onde todas as crianças possam crescer livres da exploração e ter acesso a oportunidades que lhes permitam um futuro digno.”

12 de junho – O dia 12 de junho é o Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, instituído por meio da Lei n. 11.542/2007, oportunidade para informar, debater e dar destaque ao enfrentamento à grave violação de direitos que é o trabalho infantil.

Anualmente, as campanhas são realizadas nessa data para motivar uma reflexão da sociedade sobre o trabalho infantil e suas consequências, assim como para garantir a crianças e adolescentes o direito de brincar, estudar e ter vivências próprias da infância e adolescência.

Fonte: Site da www.fnpeti.org.br.

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Início do ENAS 2026 traz como foco a cultura do cuidado e a garantia de direitos

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Abertura Institucional e Alinhamento de Forças A mesa de abertura do primeiro dia contou com a presença de lideranças fundamentais para a condução do trabalho social salesiano no país. Participaram do momento os Inspetores Referentes da Ação Social, Ir. Maria Américo Rolim e Pe. Felipe Bauzière; a Diretoria Executiva da RSB foi representada apenas pela Ir. Silvia Aparecida da Silva, uma vez que o Pe. Sérgio Augusto Baldin Jr. se encontrava em viagem, voltando de Aracaju, onde esteve presente no Nordestão Salesiano; e o Gestor da Ação Social da RSB, Eduardo dos Santos Batista. Dando as boas-vindas aos participantes do ENAS 2026, Ir. Silvia agradeceu a presença de cada um e cada uma: “Estarmos aqui hoje para mais um momento de formação significa estarmos também somando forças enquanto Rede Salesiana Brasil de Ação Social. Eu agradeço a presença de cada um, cada uma, porque são vocês que nos ajudam a compor essa rede. São vocês que nos ajudam a cuidar de quem cuida. São vocês que nos ajudam a cuidar dos nossos educandos. E isso é muito importante para nós como carisma salesiano”. Em sua fala de abertura, Ir. Maria Américo relembrou a missão de Dom Bosco e Madre Mazzarello de cuidar dos meninos e meninas de suas épocas: “Ele [Dom Bosco] queria a vida toda cuidar dos meninos, era o contexto da época. Mas Maria disse a ele: ‘cuide delas, são minhas filhas”. ‘Cuide’, o imperativo. E a Mazzarello também, que a gente conhece tanto na visão de Borgo Alto, ela [Maria] falou assim: ‘eu confio essas meninas a você’. Quer dizer, eu confio o cuidado dessas meninas a você. Então, o cuidado é elemento carismático e tem um jeito de cuidar que é o jeito do Sistema Preventivo”. Em seguida, o Pe. Felipe Bauzière complementou dizendo: “Dom Bosco procurou viver a solidariedade e o cuidado de uma maneira muito particular nos tempos dele e nós herdamos o Sistema Preventivo. Por natureza, a nossa Ação Social Salesiana é de profundo cuidado. Que o Senhor nos ajude a viver essa cultura do cuidado que está muito ligada ao Sistema Preventivo e faz parte da nossa cultura salesiana". Em sua fala, o Gestor da Ação Social da RSB, Eduardo dos Santos Batista, resgatou as discussões do ENAS 2025 que se estendem para este evento: “Desde o ENAS do ano passado, um tema que saiu muito forte era esse da cultura do cuidado, dessa humanização como nossa potência e o cuidado como uma potência também, mas também algo a ser observado mais de perto. O cuidado dos nossos educadores, que é quem está lá na ponta, com os nossos atendidos, com as nossas crianças e adolescentes, trazendo todo esse olhar de rede para eles também, o olhar carinhoso de Dom Bosco e Madre Mazzarello". O ENAS congrega um público diverso e essencial para o dia a dia das presenças no país. Entre os participantes conectados, destacam-se diretores salesianos e leigos, coordenadores pedagógicos, de projetos e de pastoral, além de técnicos, educadores sociais e membros das equipes administrativas de cada obra social.  Cultura do Cuidado e Espaço de Ressonâncias A grande atração formativa deste primeiro dia foi a palestra "Da cultura do cuidado à garantia de direitos: desafios para a ação educativo-pastoral", ministrada por Guilherme Cechelero. Sociólogo, especialista na área da infância e adolescência e assessor da RSB, Cechelero trouxe reflexões profundas sobre as ferramentas necessárias para acolher as demandas atuais da juventude sem perder de vista a proteção integral e o Sistema de Garantia de Direitos. “Mais do que cuidar, é preciso ter a coragem de proteger crianças e adolescentes. Garantia de direitos é garantir que a RSB se faça presente para proteger qualquer criança que sofra qualquer tipo de violência", destaca Guilherme Cechelero. Após a conferência principal, os participantes foram convidados a se dividir para um momento de partilhas em grupos. A atividade foi conduzida pelo Coordenador da Ação Social da Inspetoria São Pio X, José Jair Ribeiro, o qual também fez a mediação de todo o primeiro dia do evento. O momento permitiu a troca de experiências práticas e o debate sobre como os conceitos apresentados se aplicam à rotina das instituições. A Programação Continua O Encontro Nacional da Ação Social (ENAS) 2026 continua nesta terça-feira (30), com novos painéis e debates voltados à qualificação das práticas socioeducativas da RSB. Toda a cobertura pode ser acompanhada diretamente pelas plataformas digitais da Rede Salesiana Brasil (@redesalesianabr). Por Janaina Lima, com apoio da equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil

AREIA BRANCA | Um momento de escuta, partilha e fortalecimento da nossa missão!

A Obra Social Dom Bosco recebeu a visita do Diretor Executivo de Obras Sociais da Rede Salesiana Brasil, Pe. Sérgio Baldin, do Gestor Nacional Eduardo Batista e do Gestor do Nordeste, Pe. Josemar Abel, em mais uma importante etapa do PRO REDE. O encontro foi marcado por momentos de diálogo, reflexão e acompanhamento das ações desenvolvidas pela obra social, utilizando metodologias participativas que contribuem para o fortalecimento da gestão e da missão salesiana. Mais do que uma visita técnica, este foi um momento de renovação do compromisso com a educação, a promoção social e os valores deixados por Dom Bosco, reafirmando o propósito de oferecer um atendimento cada vez mais qualificado às crianças, adolescentes, jovens e suas famílias. Por Danny Mendonça

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