Dia do(a) Assistente Social: uma profissão essencial para a juventude
15/05/2023

Dia do(a) Assistente Social: uma profissão essencial para a juventude

Dia do(a) Assistente Social: uma profissão essencial para a juventude

No dia 15 de maio, comemora-se o Dia do(a) Assistente Social. Essa data celebra uma profissão essencial para a sociedade, de forma especial, para a vida da juventude. O(A) assistente social é um(a) profissional capacitado para atuar em diversos campos, sempre buscando promover a igualdade social e o bem-estar dos indivíduos, sendo suas atribuições muito diversas, podendo variar de acordo com o campo de atuação e a área de especialização. Algumas das principais funções desempenhadas por um(a) assistente social são:

  • Planejamento, gestão e execução de programas e projetos sociais;
  • Atendimento e acompanhamento social;
  • Mediação de conflitos e promoção de diálogo social;
  • Defesa e garantia dos Direitos Humanos. 

Assim, conheça alguns(as) dos(as) Assistentes Sociais da Rede Salesiana Brasil que atuam diariamente na transformação de vida da juventude em situação de vulnerabilidade social do país:

 

Celso Kubichem Rodrigues

Centro Educativo Dom Bosco de Ji-Paraná (RO)

Inspetoria Salesiana São Domingo Sávio

 

COMO TUDO COMEÇOU PARA O CELSO

“As visitas domiciliares que realizei quando entrei na obra salesiana, para trabalho em uma oficina de serigrafia em maio de 2023, foram impactantes para mim, pois o acesso a outras realidades das famílias muitas vezes chocava de muitas formas. Isso me fez querer entender porque as pessoas estavam em condições tão precárias. Depois de certo tempo, organizei uma visita dos alunos a uma universidade aqui do município para que pudessem tirar dúvidas sobre a profissão que queriam escolher. Neste dia, vi uma apresentação do curso de serviço social e decidi fazê-lo. Foi a melhor escolha profissional que fiz!”

DESAFIOS E ALEGRIAS

“Estar permanentemente estudando e pesquisando sobre a realidade social é um desafio para os assistentes sociais, pois a efetividade e os resultados de sua ação dependem desta capacidade. A alegria é poder alcançar a transformação da realidade das famílias, seja por fazer valer um direito, ou ampliar novos direitos, ou ainda poder realizar projetos, bem como contribuir para a construção de leis. Quando você vê uma pessoa se beneficiando de um trabalho que tem a sua contribuição e ele transforma a vida de centenas, milhares de pessoas, não há melhor satisfação.”

A RIFA DO CAMINHÃO

“Certa vez, um benfeitor do município convidou quatro instituições para uma reunião e dentre elas estava o Centro Educativo Dom Bosco. Ele queria realizar uma doação de um veículo (um caminhão) para estas instituições e propôs a venda e divisão do valor para as quatro instituições. Porém, o valor do veículo variava entre 60 e 80 mil, então cada instituição poderia ficar com um valor entre 15 e 20 mil a depender do valor da venda. As instituições reuniram-se e resolveram fazer uma contraproposta: fazer uma rifa com 144 unidades no valor de mil reais cada, ao qual cada instituição ficaria responsável em vender 36 unidades. A ideia foi um sucesso e o valor arrecadado para cada instituição foi de 36 mil reais. O mais bacana foi que uma instituição ajudou a outra na venda das rifas e todas foram vendidas. E qual instituição vendeu o bilhete premiado? O Centro Educativo Dom Bosco!”

  

 

Charlene Lassalete Abreu Santana.

Centro Juvenil Dom Bosco, Fortaleza (CE)

Inspetoria Salesiana Maria Auxiliadora

 

A ASSITÊNCIA SOCIAL NA PANDEMIA

“Nossa atuação profissional foi e é fundamental! Atuamos nas mais diversas áreas, com contribuição significativa no atendimento à população, sempre na perspectiva de acesso e garantia de direitos, tanto na saúde, assistência e previdência social, o que se intensificou na pandemia. Com a necessidade de isolamento social, instalou-se a grande preocupação com o bem-estar e a saúde mental dos beneficiários. Buscamos alternativas e modos de reinventar o cotidiano dentro da realidade da distância, envolvendo familiares e/ou responsáveis. Todo esse trabalho fortaleceu o sentimento de pertencimento à instituição, o que é muito importante, especialmente naquela conjuntura. O maior desafio foi repensar e reinventar a intervenção profissional durante o período pandêmico, foi ultrapassar o que era do nosso cotidiano, afinal a maior parte dos profissionais trabalham em contato direto com a população. A maior alegria é saber que garantimos ao outro o pensar de sua condição humana, a busca e a concretização da superação.” 

RECEPÇÃO COM BALDE D’ÁGUA

“Foram tantas situações, por vezes inusitadas, provavelmente em todos os sentidos que se possa imaginar, mas lhe digo que a primeira não se esquece. Já fui recepcionada em uma visita domiciliar com balde de água e sabão, e garanto que a agilidade no desvio foi excepcional, na ocasião.”

  

 

Cristiane Machado de Souza

Instituto Medianeira - Casa Da Criança, Rio Pardo (RS)

Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

 

COMO TUDO COMEÇOU PARA A CRISTIANE

“A desigualdade social existe e, infelizmente, sempre existirá. O racismo, a discriminação de gênero, o preconceito, a disparidade de trabalho e renda só agravam a desigualdade brasileira, segui a carreira de Assistente Social por ser muito gratificante, apesar dos desafios. Vejo como uma profissão que tem como objetivo melhorar a vida da população, prestar apoio e amparar pessoas que por algum motivo não estão tendo total acesso aos seus direitos.”

A ASSISTÊNCIA SOCIAL NA PANDEMIA

“O distanciamento é físico, não é social! Seguimos na linha de frente, sem fazer o isolamento social, e isso se dá pela natureza da nossa profissão, que age no caos da desproteção à vida. O Assistente Social seguiu seu papel, acolhendo as famílias, garantindo os vínculos entre os atendidos e a Obra Social, trabalhando no atendimento a demanda na perspectiva do acesso e garantia de direitos e acesso às políticas públicas. Pós-pandemia, as sequelas sociais que ficaram são enormes, inúmeras situações de vulnerabilidade social, desemprego, saúde mental abalada, luto pela perda de entes queridos, dificuldade de acesso aos serviços e políticas públicas. O Assistente Social tem seu papel na busca de uma sociedade mais justa e igualitária.” 

DESAFIOS E ALEGRIAS

“O maior desafio é enfrentar, de forma coerente e criativa, as situações de vulnerabilidade social, defendendo os direitos sociais, e lutar pela eliminação de todas as formas de preconceito, buscando a superação dessas situações e a melhor qualidade de vida dos usuários. A maior alegria é ver a emancipação dos atendidos, a superação das dificuldades enfrentadas e as famílias conseguindo ir em busca de melhor qualidade de vida para seus membros.”

BICHO-DE-PÉ DURANTE RESGATE

Quando iniciei minha carreira profissional a 18 anos atrás, trabalhei na Prefeitura Municipal de Rio Pardo - RS, o que me trouxe muitos aprendizados, pois foi o ano em que a Política Nacional estava sendo estruturada. Como uma iniciante, eu queria poder ajudar todos de todas as formas possíveis, e em meu município teve um episódio de enchente em um balneário e fui juntamente com a Defesa Civil ajudar nos resgates, atravessei de barquinho a remo a enchente para atender as famílias. Depois do acolhimento, como eu estava de sapato aberto, tipo sandália, no entra e sai da água eu peguei Tunga Penetrans, conhecido como bicho-de-pé, custei para perceber, mas fui ao posto de saúde e retiraram.”

 

Eliane Maria de Castro Silva

Inspetoria Salesiana São Luiz Gonzaga, Recife (PE)

 

A ASSISTÊNCIA SOCIAL NA PANDEMIA

“O Assistente Social, assim como outros profissionais, ficou na comissão de frente e/ou na retaguarda do processo pandêmico com o qual todos nos deparamos e que norteou para os limites entre o profissional e o pessoal. Foi desafiador esse período, mas, apesar das restrições e medidas de segurança mundial, conseguimos contribuir no atendimento ao público beneficiário das Obras Sociais e dos Colégios Salesianos, com os cuidados devidos e respeitando as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS). A pandemia ressaltou a fragilidade da sociedade, principalmente no que diz respeito ao sistema de garantia de direitos -  o acesso ao atendimento nas áreas da saúde, educação, alimentação, bens e serviços que permitiriam o bem-estar dessa população mais vulnerável, por vezes foi negado. Hoje continuamos com as mesmas problemáticas de acesso aos bens e serviços prestados pelas políticas públicas e o sistema econômico vigente continua a privilegiar uma pequena parcela da sociedade, acentuando ainda mais a desigualdade social. As restrições e perdas de toda ordem (humanas, materiais e financeiras), que abalaram a população de forma global, trazendo consequências físicas, psicológicas e comportamentais, que emergem da Questão Social em suas faces e configurações na atualidade, gerando novos desafios.” 

DESAFIOS E ALEGRIAS

“O maior desafio é assegurar que os beneficiários atendidos pelo serviço social tenham seus direitos constitucionalmente reconhecidos e efetivados, de forma igualitária e com equidade na sociedade. A maior alegria é quando encontro presencialmente e pelas redes sociais, os ex-alunos e ex-participantes dos projetos sociais sendo protagonistas e com seus Projetos de Vida concretizados (formados, trabalhando, sendo pais e mães...) mostrando que aquela semente que plantamos, cultivamos, renderam frutos e, de algum modo, fizemos a diferença na vida deles.

A “NOITE DO TERROR” DA ASSISTENTE SOCIAL

“Num passeio realizado pela Obra Social com os adolescentes entre 12 e 16 anos, fomos a um parque de diversão. Era o mês de outubro e o mesmo estava trabalhando a temática de “Noite do Terror”, onde uma das atrações era uma casa com personagens caracterizados de monstros. Um grupo de adolescentes pediu para eu acompanha-los, estava receosa de entrar (era medo mesmo), mas o grupo disse que ficariam junto de mim. Aí pensei: ‘eles estão com cuidado para comigo e, como educadora, a ‘assistência/presença’ faz parte. Assim fui. Minha gente, quando entramos, tudo estava escuro e não tinha como voltar, aí os ‘monstros’ começaram a correr atrás da gente e os meus ditos ‘protetores’ foram embora nas carreiras e eu fique para trás. Até hoje não sei quem gritava mais, se era eu ou os adolescentes”. 

  

 

Gilcelia Maria Dos Santos
Obra Social Dom Bosco, Itaquera (SP) 

Inspetoria Salesiana de Nossa Senhora Auxiliadora

 

COMO TUDO COMEÇOU PARA A GILCELIA

“Foi a vontade de poder ajudar as pessoas que se encontravam em situação desfavorável, que não conheciam os seus direitos e nem os órgãos competentes para fazer prevalecer os seus direitos. Foi o que me instigou a me tornar uma Assistente Social. Atuo há 8 anos na Obra Social Dom Bosco, mas possivelmente, foi durante a pandemia que a Assistência Social passou por momentos desafiadores. Durante a pandemia, em várias situações, nos tornamos um dos elos mais fortes para a população que estava carente e assustada com os problemas causados pela COVID-19. Porque o distanciamento foi físico, mas não foi social, tivemos que acolher, escutar, mediar, visitar, acompanhar, encaminhar, intervir e garantir um pouco de dignidade devido ao grande número de desempregados.”

DESAFIOS E ALEGRIAS

“O maior desafio, na minha opinião, é o reconhecimento e a valorização da profissão. E a maior alegria é quando conseguimos fazer com que os direitos dos nossos atendidos sejam garantidos. Através da nossa formação técnica e metodológica, podemos orientar a população em situação de vulnerabilidade a se reintegrar à sociedade de maneira justa e igualitária.”

   

 

Maria José de Andrade Freire Rodrigues

Centro Social Madre Mazzarello, Porto Velho (RO)

Inspetoria Salesiana Nossa Senhora da Amazônia

 

A ASSISTÊNCIA SOCIAL NA PANDEMIA

“Ficou mais visível aos olhos públicos e privados a sua importância [do Assistente Social] em praticamente todos os serviços oferecidos à sociedade de um modo geral. Ficou bem claro que foi e é um profissional essencial no enfrentamento a pandemia. Fazer doação é fácil, difícil é doar-se! Aprendi na pandemia quando participei do projeto ‘É tempo de amar e servir’, promovido pela igreja, onde atendia os moradores de rua. Fui ser voluntária na desinfecção dos banheiros a cada utilização pelos atendidos e refleti como é difícil se doar, mas foi uma experiência que me ajudou muito a exercitar a empatia. Foi  uma experiência  inesquecível!”

AGORA SIM, ASSISTENTE SOCIAL!

“Uma senhora de 60 anos queria ter direito a uma aposentadoria, sem ter contribuído com a previdência. Revoltada, dizia que só iria me reconhecer como Assistente Social no dia em que estivesse aposentada, então ela falava bem alto e para várias pessoas na obra durante cinco anos, até chegar o tempo de ter direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). Hoje ela se diz feliz e que antes eu não era Assistente Social, pois não conseguia sua a aposentadoria.”

   

 

Nivea Jaqueline Manoel

Centro Salesiano do Adolescente Trabalhador (CESAM-MG), Belo Horizonte (MG)

Inspetoria Salesiana São João Bosco

 

COMO TUDO COMEÇOU PARA A NIVEA

“Minha decisão de ser Assistente Social nasceu quando eu comecei a enxergar a realidade social ao meu derredor, minha família sempre contribuiu em caráter caritativo e nos ensinou isso, mas era pontual e hoje eu entendo ainda mais que era de forma assistencialista. Eu tenho uma sobrinha que, naquele tempo, trabalhava no Conselho do Idoso de Belo Horizonte e ela me falava do quanto os idosos, bem como os demais públicos prioritários que ela tinha acesso pelos outros conselhos, sofriam devido a muitas violações de direitos. Por isso, meu intuito sempre foi trabalhar nestes locais em prol da garantia da dignidade daqueles que mais precisam. Em 2013, eu iniciei o estágio no CESAM-MG e, após a formação na faculdade, vim trabalhar com crianças, adolescentes e jovens, trabalho esse que me conquistou e hoje não é só atuação profissional, mas sim Missão.”

A ASSISTÊNCIA SOCIAL NA PANDEMIA

“Durante a pandemia, a atuação dentro do âmbito social foi crucial e de uma relevância que trouxe ainda mais confirmação de que nós precisamos ampliar e fortalecer nossa luta em prol da garantia e da defesa de direitos dos nossos atendidos que, na maioria das vezes, não são só carentes de bens materiais, mas também de informação e de orientação. No CESAM-MG, em especial, foi um período sem descanso e nossa ação estratégica foi pautada no acompanhamento das famílias de forma ainda mais incisiva, além do apoio e suporte às mesmas na alimentação, concedida através da entrega de cestas básicas, no encaminhamento, na intervenção e escuta que, por testemunho dos próprios atendidos, fez muita diferença.”

LEGALMENTE ADOTADA E JOVEM APRENDIZ DO CESAM

“Uma vez atendi no CESAM-MG uma adolescente que, com um ano de idade, havia sido entregue pela mãe à vizinha. Segundo ela, era somente alguns minutos para comprar uns pães, e ela foi embora. Desde então, a menina foi cuidada por essa vizinha que nunca buscou resolver a situação com receio de perder o vínculo ou que a mãe retornasse e pegasse a guarda de volta. Já havia se passado 15 anos do abandono da mãe, então nós orientamos e encaminhamos essa vizinha, visto que é necessário um responsável legal para o adolescente ingressar no trabalho protegido, fizemos o encaminhamento a Vara da Infância e Juventude e, em pouco tempo, a vizinha obteve a guarda legal desta adolescente e foi muito emocionante para nós e para a família. Logo depois, ela ainda foi contratada como Jovem Aprendiz do CESAM.”

  

 

Priscila Pêgo Belisário

Centro Juvenil Salesiano Santa Maria Mazzarello, Linhares (ES)

Inspetoria Salesiana Madre Mazzarello

 

A ASSISTÊNCIA SOCIAL NA PANDEMIA

“Promover o acesso às políticas públicas e oferecer assistência a quem dela é de direito é o que me move. Na pandemia, o trabalho do(a) Assistente Social se tornou ainda mais importante, muitas famílias se depararam com uma nova realidade, o que já era difícil se tornou ainda mais. A nossa Obra foi agraciada com parceiros que realizam até hoje doações de alimentos que beneficiam nossas famílias.”

A IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL

“A importância se dá a partir do momento em que começamos a ocupar espaços não só de assistência social, mas também nos espaços de gestão, contribuindo nas análises da nova realidade, propondo ações concretas, sejam elas, de prevenção, reparação, na perspectiva do acesso e garantia de direitos. O maior desafio hoje é a busca sistemática por parcerias financeiras. A maior alegria é ver uma criança ou adolescente sendo protagonista da sua própria história, tendo autonomia na sua fala e buscando sempre a garantia de seus direitos.” 

CORRENDO DA MANADA

“Eu não trabalhava na Obra Social, e sim em outra instituição. Era visita domiciliar no interior (roça) e o acesso à casa da família era bem difícil, estrada de chão, muitos morros, até que chegamos na casa. Realizei a visita, mas na volta tivemos que correr de uma manada (risos) e o carro estava um pouco distante da casa. Eu e a psicóloga tivemos até que passar por cerca de arame farpado. Mas chegamos sãs e salvas no carro.”

   

 

Tania Pacheco Paz

Instituto Assistencial Dom Bosco, Guarapuava (PR)

Inspetoria Salesiana São Pio X

 

COMO TUDO COMEÇOU PARA A TANIA

“Sou ex-aluna da instituição na qual trabalho atualmente. Antigamente, era chamado de Instituto Educacional Dom Bosco. Passei boa parte da minha adolescência frequentando os pátios desse lugar. [...] Na época, eu e minha família enfrentávamos muitas dificuldades financeiras. Passar pelo Instituto Dom Bosco e ser Jovem Aprendiz em uma empresa parceira proporcionou a mim e a minha família sonhar mais além. Pela primeira vez eu senti que era possível eu ser alguém na vida, estudar, fazer a diferença. Na época, duas educadoras e uma assistente social me incentivavam a estudar, fazer vestibular e que se eu gostava da área social era para buscar isso. Nos atendimentos com a técnica, percebi que era aquilo que eu queria. Estudar mais sobre questão social e política pública para adolescentes”

A ASSISTÊNCIA SOCIAL NA PANDEMIA

“Durante a pandemia de COVID-19, muitos profissionais estavam na linha de frente e um desses profissionais foi o Assistente Social [...] As crianças e adolescentes ficaram ainda mais suscetíveis aos riscos de desistência escolar, trabalho infantil, abuso e violência física e sexual. A fome aumentou e o desemprego também. Todas essas questões são matéria de Serviço Social, objetos de intervenção. O papel do Assistente Social durante e pós pandemia se tornou cada vez mais necessário e urgente, não somente pela sua prática técnica, mas também pela sua visão dialética, teórico-metodológica e ético-política da realidade social.”

DESAFIOS E ALEGRIAS

“A maior alegria é perceber resultados, em algumas vezes muito singelos, na construção dos direitos e na integridade de toda pessoa atendida: quando um adolescente ou família se reconhece como sujeito de direito, quando é possível contribuir e aliviar o fardo de enfrentarem sozinhos muitas expressões da questão social, quando percebo um trabalho em rede funcionando, quando percebo um adolescente lutando pelos seus sonhos, quando colho pequenas flores pelo caminho, quando consigo, sob a luz do pensamento de Gramsci, ‘causar pequenas rupturas nos sistemas de opressão’ e quando consigo sob a luz de Dom Bosco, fazer compreender que a ‘educação é coisa do coração’. O maior desafio é ter que repetir e repetir e enfrentar dia após dia o desrespeito com a profissão, o assistencialismo tomando lugar da política pública e da garantia de direitos. O desafio é permanecer firme diante de tantas desigualdades e violências, muitas vezes cometias pelo próprio estado e pelos próprios representantes das leis e dos serviços.”

A SALESIANIDADE NA ASSISTÊNCIA SOCIAL

“Quando eu vislumbrava um dia poder trabalhar como Assistente Social, eu sonhava muito em poder contribuir de forma educativa nos serviços. Atuar na política de assistência social sempre foi um desejo, mas a educação social na área da criança e do adolescente sempre me chamou muito. Isso se deve ao fato de eu ter vivido uma experiência de pátio com os educadores salesianos entre os 13 e 18 anos. Trabalhar em uma obra social, especificamente em uma obra social salesiana, significa atuar nessas três esferas de atuação do serviço social: assistência social, educação social e criança, adolescente e juventudes. Um dia entrei nesse espaço como adolescente, retornei como educadora social, voltei novamente como Assistente Social e hoje tenho a oportunidade de dizer que sou a Coordenadora de Projetos do lugar que me impulsionou a sonhar. Esse é meu grande desejo, fazê-los lembrar do seu grande potencial de sonhar e de transformar. Devolver para esta terra aquilo que ela me deu.”  

   

A Rede Salesiana Brasil agradece aos Assistentes Sociais de todo o país, em especial aos/às Assistentes Sociais das presenças Salesianas, por seus inestimáveis esforços em prol da juventude. O comprometimento diário, a dedicação e o apoio de cada um e cada uma são essenciais para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e inclusiva. A formação integral de “bons cristão e honestos cidadãos”, protagonistas de suas próprias histórias passa pelo cuidado de vocês. Obrigada!

Por Equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil, com o apoio do Comitê de Ação Social Salesiana

 

Mais Recentes

Professor Maycon Vianna lança livro infantil didático e destina exemplares às crianças da Casa Dom Bosco

Antes de setembro, a Casa Dom Bosco iniciou uma campanha para garantir que cada criança atendida pela instituição receba um exemplar de um livro infantil didático escrito pelo professor Maycon Vianna. A iniciativa une o lançamento da obra a uma ação solidária de arrecadação de recursos por meio da venda de almoços, cuja renda é destinada à compra dos exemplares que serão entregues às crianças. O professor Maycon Vianna lançou um livro infantil didático inspirado nas crianças atendidas pela Casa Dom Bosco e iniciou uma campanha para que cada participante do projeto social receba um exemplar da obra. A arrecadação dos recursos ocorre por meio da venda de almoços promovida pela instituição, e a entrega dos livros está prevista para setembro. Obra nasceu de atividade acadêmica A origem do livro remonta a 2015, quando Maycon Vianna cursava a graduação e recebeu a proposta de desenvolver uma atividade de musicalização baseada em uma história e uma música. Em vez de adaptar uma narrativa existente, ele decidiu criar os dois elementos. Ao longo dos anos, a atividade passou a integrar suas aulas na Casa Dom Bosco e no Salesianos Ampare. Em 2025, o projeto foi transformado em livro. “Quando compus a música e criei essa história, pensei nas nossas crianças da Casa Dom Bosco, porque eu já trabalhava aqui. Desenvolvi essa atividade por muitos anos na Casa Dom Bosco e no Salesianos Ampare e, no ano passado, resolvi tirar essa ideia do papel e transformá-la em um livro”, afirmou o autor. Material reúne literatura e musicalização A publicação foi concebida como um recurso pedagógico para diferentes ambientes de aprendizagem. O livro apresenta a história ilustrada por um ilustrador profissional e inclui partitura, cifra e letra da canção criada pelo autor, permitindo sua utilização em atividades de contação de histórias e musicalização por professores de música, educadores e famílias. Segundo Maycon Vianna, a proposta é ampliar as possibilidades de uso do material em escolas, projetos sociais e residências. Campanha garante exemplares para as crianças Para viabilizar a distribuição da obra, a Casa Dom Bosco promoveu a venda de almoços pelo valor de R$ 20. Cada refeição adquirida contribui para a compra de um exemplar destinado às crianças atendidas pela instituição. “O almoço foi a forma que encontramos para arrecadar recursos e comprar um livro para cada criança da Casa Dom Bosco. Com essa campanha conseguimos alcançar o valor necessário e, em setembro, faremos a entrega dos livros às crianças”, explicou Maycon Vianna. Fonte: Missão Salesiana de Mato Grosso Por Euclides Fernandes 

Missão Juvenil Salesiana: Servir com amor, anunciar com coragem!

A Missão Juvenil Salesiana aconteceu dos dias 23 a 26 de julho, no Centro Juvenil Padre Giovanni Pini, em Aparecida de Goiânia (GO), com um total de 30 participantes. Tempo privilegiado de encontro com Deus, com as pessoas e consigo mesmo. Reunindo adolescentes, jovens, Coordenadores de Pastoral e Equipe, do Regional de Goiás, a missão despertou o protagonismo e fortaleceu o compromisso de anunciar o Evangelho com alegria, simplicidade e espírito de serviço, à luz do Carisma Salesiano. Durante a missão, os adolescentes e jovens assumiram com entusiasmo o papel de discípulos missionários, colocando seus dons a serviço das comunidades. Em cada atividade, demonstraram que a juventude é capaz de transformar a realidade quando se deixa conduzir pelo amor de Deus e pelo desejo de servir ao próximo. Um dos momentos marcantes foi a visita às famílias, realizada com respeito, escuta e acolhida. Em cada casa, os missionários levaram uma palavra de esperança, rezaram com as famílias, ouviram suas histórias, partilharam suas alegrias e desafios e testemunharam a presença de uma Igreja próxima, que caminha junto com o povo. A espiritualidade esteve presente em toda a missão por meio dos momentos de oração, que fortaleceram a fé dos participantes e das comunidades visitadas. Celebrações, reflexões bíblicas, cantos e momentos de silêncio favoreceram o encontro pessoal com Cristo, renovando o compromisso de viver e anunciar o Evangelho no cotidiano. A missão também dedicou um espaço especial às crianças, por meio do Oratório, com brincadeiras, músicas, dinâmicas, esportes, oficinas e momentos de espiritualidade, as crianças experimentaram um ambiente de alegria, amizade e formação humana e cristã. O oratório tornou-se um verdadeiro espaço de evangelização, onde o brincar e o aprender caminharam juntos, fortalecendo vínculos e despertando valores como o respeito, a solidariedade e a fraternidade. Essa Missão Juvenil Salesiana foi uma profunda experiência de comunhão, serviço e evangelização, deixando marcas no coração dos participantes e das famílias visitadas, renovando a certeza de que uma juventude comprometida com Cristo é capaz de semear esperança, construir pontes de fraternidade e transformar vidas por meio do amor e da presença. Que Dom Bosco e Madre Mazzarello continuem intercedendo pelas juventudes, inspirando adolescentes e jovens a viverem com alegria a missão de anunciar o Cristo Ressuscitado em cada gesto, palavra e escolha. E que Nossa Senhora Auxiliadora, nossa Mestra e Guia, os acompanhe e proteja, fortalecendo sua fé e seu compromisso de construir um mundo mais fraterno, justo e cheio de esperança. Por Ir. Ana Maria Gomes Cordeiro, Coordenadora Inspetorial da Pastoral Juvenil. Fonte: Inspetoria Madre Mazzarello  

Encontro Regional fortalece a missão das Obras Sociais do Rio de Janeiro e Espírito Santo

Realizado no Instituto Nossa Senhora Auxiliadora, no Rio de Janeiro, o encontro reuniu 37 participantes para momentos de formação, espiritualidade, integração e partilha de experiências. Nos dias 28 e 29 de julho de 2026, a Ação Social da Inspetoria Madre Mazzarello realizou o Encontro Regional das Obras Sociais, reunindo 37 representantes das Presenças Salesianas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. O evento aconteceu no Instituto Nossa Senhora Auxiliadora (INSA), no Rio de Janeiro-RJ, consolidando se como um importante espaço de formação, articulação e fortalecimento da Educação Social Salesiana. Participaram do encontro representantes das seguintes Obras Sociais: Centro Juvenil Salesiano Santa Maria Mazzarello – Linhares-ES; Obras Sociais Nossa Senhora da Penha - Linhares-ES; Obra Social Vill’Agindo para Ser Feliz – Cachoeiro de Itapemirim-ES; Obra Social Agenor Biancardi – Jaguaré-ES; Obra Social Avó Maria – Linhares-ES; Centro de Referência das Juventudes – São Mateus-ES; Obra Social Crescendo Juntos – Belford Roxo-RJ. A Comunidade Maria Auxiliadora acolheu os/as participantes com muita alegria e espírito de família, por meio da Diretora da Casa, Ir. Efigênia Fernandes de Oliveira, e das demais Irmãs da Comunidade. A organização também contou com o importante apoio da Educadora Social Edna Mara da Silva Machado, que conduziu toda a logística e a preparação do encontro junto às Irmãs. A programação teve início com a abertura conduzida pela Ir. Dircione da Glória Amorim, Coordenadora Inspetorial de Ação Social. Em seguida, a acolhida e a oração foram conduzidas pela Ir. Ana Maria Gomes Cordeiro, Coordenadora Inspetorial de Pastoral Juvenil, favorecendo um ambiente de espiritualidade, comunhão e disponibilidade para as experiências dos dois dias. Na manhã do primeiro dia, a Assessora Margarida Régia Marques - pedagoga social, graduada em Pedagogia pela Faculdade Souza Marques, comespecialização em Pedagogia Social pela Universidade Federal Fluminense e atuante durante anos na Pastoral do Menor - desenvolveu o tema “Educação Social”. Ela apresentou um cenário da realidade das crianças e adolescentes na atualidade e ressaltou a importância da educação Social como meio de transformação na vida dos atendidos e da sociedade. Durante a formação, os/as participantes foram divididos em quatro grupos e convidados/as a construir, coletivamente, os “Retalhos de suas Vidas nas Obras”. De forma colorida e criativa, utilizando post-its, cartazes e desenhos, compartilharam experiências e refletiram sobre o significado da missão que realizam, evidenciando aquilo que promovem junto às juventudes e as transformações construídas diariamente na vida de crianças, adolescentes, jovens e suas famílias. Ao reunir os diferentes “retalhos”, o momento revelou a riqueza das histórias, dos vínculos e das ações que dão forma à Educação Social Salesiana nas diferentes Presenças. No período da tarde, Ir. Dircione Amorim conduziu a apresentação do “Cenário das Obras Sociais da IMM”, compartilhando os resultados das Pesquisas deSatisfação realizadas com atendidos/as, famílias e colaboradores/as das unidades. Ao apresentar as estatísticas, destacou como os dados ajudam a reconhecer os resultados alcançados, identificar desafios e orientar ações, ampliando o olhar para o futuro e para a construção de novas propostas. Ao final da apresentação, Ir. Dircione lançou um desafio aos quatro grupos que já haviam trabalhado juntos durante a manhã: representar as percepções sobre os cenários apresentados por meio de diferentes linguagens. Com muita criatividade e integração, os/as participantes produziram uma paródia, um jornal, uma encenação teatral e uma poesia. De forma genuinamente salesiana, os grupos traduziram os conteúdos com leveza, alegria eprofundidade, tornando o aprendizado ainda mais significativo e participativo. Ao longo dos dois dias, Ir. Dircione também apresentou alguns cases de sucesso desenvolvidos pelas Obras Sociais de Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. A partilha ampliou o olhar dos/as participantes para as diferentes realidades da Inspetoria e evidenciou como o trabalho realizado por uma Obra pode inspirar e fortalecer a atuação das demais. Assim, experiências, aprendizados e boas práticas se unem como retalhos de uma grande colcha, tecida coletivamente com o propósito de cuidar, educar, evangelizar e promover os direitos das crianças, dos adolescentes e dos jovens atendidos. As Obras também tiveram espaço para apresentar sua organização, seus territórios e suas diferentes frentes de atuação e um case de suceso. As partilhas permitiram conhecer melhor os projetos desenvolvidos, as características das comunidades atendidas e as experiências construídas no cotidiano, promovendo uma rica troca de conhecimentos e boas práticas. Durante todo o encontro, Ir. Ana Maria Gomes Cordeiro e o coordenador Stevie conduziram dinâmicas, momentos de animação e sorteios, favorecendo a integração entre os/as participantes e reforçando a alegria e o espírito de família característicos do Carisma Salesiano. A noite cultural foi preparada com dedicação pelas Obras Sociais e proporcionou momentos de integração, música, criatividade e muita alegriatipicamente salesiana. Em um ambiente festivo, os/as participantes vivenciaram uma especial noite “julina”, com caldos e comidas típicas preparados para acolher a todos e todas. As apresentações e atividades fortaleceram os vínculos e transformaram o encontro em uma verdadeira experiência do Oratório Salesiano. No segundo dia, a oração conduzida pela Ir. Ana Maria Gomes Cordeiro destacou a luz que cada um e cada uma é chamado/a a ser em sua atuação na Obra Social. O momento convidou os/as participantes a reconhecerem a própria missão de iluminar caminhos e serem presença acolhedora, educativa e inspiradora para as crianças, os adolescentes e os jovens atendidos, assim como para suas famílias. A reflexão reafirmou que, por meio do cuidado, da escuta e da presença cotidiana, cada Educador/a pode tornar visível a luz de Cristo e contribuir para transformar vidas. Na sequência, Cícero Albuquerque, Coordenador Inspetorial de Comunicação, conduziu a formação “Transparência nas Obras Sociais: LGPD, Ouvidoria e os Desafios do ECA Digital”. A reflexão destacou a transparência como um valor essencial para a missão, tanto na perspectiva carismática quanto legal, abordando orientações para a proteção de dados, os canais de escuta institucional e as responsabilidades diante do ambiente digital. A programação prosseguiu com as apresentações das demais Obras Sociais, ampliando o conhecimento sobre as realidades do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. O momento reforçou o sentido de pertença à Inspetoria e evidenciou como diferentes iniciativas, desenvolvidas de acordo com as necessidades de cada território, estão unidas pelo mesmo compromisso educativo e evangelizador. No período da tarde, Ir. Ana Maria Gomes Cordeiro conduziu a reflexão sobre o Sistema Preventivo, aprofundando seus pilares e sua vivência concreta no cotidiano das Obras Sociais. O momento reafirmou a importância da presença educativa, da escuta, do diálogo, da amorevolezza e da confiança na capacidade de cada criança, adolescente e jovem de ser protagonista de sua própria história. Ao final, os/as participantes realizaram a avaliação do encontro, conduzida por Cícero Albuquerque, registrando suas percepções sobre a experiência vivida e contribuindo para o planejamento das próximas iniciativas formativas. Para Ir. Rita Zampirolli, da Obra Social Crescendo Juntos, a experiência favoreceu vínculos que ultrapassaram os momentos formais da programação: “O Encontro proporcionou algo muito importante para todos. Para além dos momentos formativos, os momentos de convivência e de intervalo favoreceram a troca de experiências. Isso enriquece as nossas relações e permite que estejamos juntos verdadeiramente em um clima de família.” Kaká Monte, do Centro de Referência das Juventudes, também destacou a leveza e o acolhimento presentes durante o encontro: “Agradeço à organização e a todos pela participação. Vocês fazem com que a vivência e as trocas sejam bastante leves, tranquilas e tenham um clima que deixa todos muito à vontade para realizar as atividades. Tudo muito leve!”  Erlaine de Souza ressaltou como a convivência possibilitou reconhecer desafios comuns entre as diferentes Presenças: “O convívio que o evento proporcionou nos faz entender um pouco sobre as dificuldades das outras Obras. Às vezes, achamos que nós, localmente, temos desafios que são só nossos, mas, na verdade, são situações pelas quais todos estão passando ou já passaram. Isso gera um aprendizado conjunto e nos permite perceber que o outro pode estar enfrentando os mesmos desafios que nós. Por isso, é tão importante estarmos todos juntos.” Mais do que um momento de formação, o Encontro Regional fortaleceu a comunhão, a corresponsabilidade e o trabalho em rede entre as Obras Sociais do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Inspiradas pelo legado de Dom Bosco e Madre Mazzarello, as Presenças renovaram o compromisso de educar e evangelizar, promover direitos e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e cheia de esperança. Por Equipe de Comunicação da Inspetoria Madre Mazzarello-BMM.
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