15/05/2024

Dia do Assistente Social 2024

Dia do Assistente Social 2024
Foto: Divulgação

O Dia do Assistente Social, comemorado anualmente em 15 de maio, reconhece o trabalho essencial desses profissionais na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. A data surgiu a partir da aprovação da Lei nº 3.252, de 27 de agosto de 1957, que regulamenta o exercício da profissão de Assistente Social, bem como do Decreto do Conselho de Ministros nº 994, de 15 de maio de 1962, que regulamentou e oficializou a profissão no Brasil.

 

O QUE FAZ UM ASSISTENTE SOCIAL?

O Assistente Social é um profissional que trabalha diretamente com pessoas em situação de vulnerabilidade social. Sua missão é oferecer suporte e orientação para que esses indivíduos possam superar dificuldades e melhorar sua qualidade de vida.

Entre as atribuições de um Assistente Social então:

1. Entrevistas e Atendimentos Sociais: Identificar necessidades e demandas dos atendidos.

2. Elaboração e Execução de Projetos Sociais: Construir programas e políticas sociais para melhorar a qualidade de vida da comunidade.

3. Encaminhamento para Serviços e Benefícios Sociais: Orientar os atendidos sobre seus direitos e encaminhá-los para os serviços adequados.

4. Prevenção e Enfrentamento de Violência e Violação de Direitos: Atuar contra situações como violência doméstica, abuso sexual e trabalho infantil.

 

A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DE UM ASSISTENTE SOCIAL

A garantia dos direitos humanos é central no trabalho do Assistente Social. Além de fornecer assistência prática, ele capacita os indivíduos a se tornarem agentes de mudança em suas próprias vidas e comunidades. Isso envolve o acesso a recursos, desenvolvimento de habilidades e estímulo ao pensamento crítico. O Assistente Social atua como mediador entre o Estado e a população, garantindo que os direitos previstos na legislação sejam efetivamente colocados em prática.

 

ASSISTENTES SOCIAIS SALESIANOS

Em suas 100 obras sociais, a Rede Salesiana Brasil (RSB) conta com a dedicação diária de mais de 300 Assistentes Sociais que apoiam as juventudes em situação de vulnerabilidade a ter acesso aos seus direitos, promovendo oportunidades de protagonismo juvenil e melhores condições de futuro para os atendidos, além de zelar pelos Compromissos Fundamentais assumidos pelas obras sociais salesianas de todo o Brasil: Fortalecimento da família, Gestão social e atuação em rede, Promoção dos Direitos Humanos, Ação socioeducativa de resultado, Construção de competências das novas gerações para a vida e Cooperação para o desenvolvimento. Conheça mais sobre a Ação Social Salesiana clicando aqui.

Em nome de cada criança, adolescente e jovem que teve sua vida transformada com o apoio de um Assistente Social, a RSB agradece esse trabalho tão necessário que permite o vislumbre de um mundo mais justo, igualitário e cheio de oportunidades para as juventudes.

Por Equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil

Mais Recentes

Representante da Rede Salesiana Brasil é eleito coordenador para o Movimento Nacional de Entidades de Assistência Social

Nesta quinta-feira (18), a Rede Salesiana Brasil celebrou uma importante conquista com a eleição de Carlos Nambu para o cargo de Coordenador do Movimento Nacional de Entidades de Assistência Social. Carlos foi um dos três eleitos que representarão o movimento na gestão que vai de 2024 a 2026. A votação, que ocorreu de forma virtual, contou com representantes das coordenações regionais, que elegeram, além de Carlos, outros dois coordenadores: Ivone Maggioni Fiore, da Federação Nacional das Apaes (FENAPAES), e Norma S. Souza Carvalho, do Lar Fabiano de Cristo. O Movimento Nacional de Entidades de Assistência Social foi criado em 2015 por representantes de entidades de assistência social, um espaço criado e referendado em 2015 na Conferência Nacional de Assistência Social realizada em Brasília. O MNEAS surgiu para integrar a representação nacional da sociedade civil, conforme os três segmentos: usuários, trabalhadores e entidades. É um movimento que busca a defesa e o fortalecimento do SUAS - Sistema Único de Assistência Social, exercendo o controle social de forma propositiva e fiscalizadora. Dentre as atividades estão o fortalecimento do SUAS, a influência na formulação de políticas de assistência social de forma local, regional, estadual e nacional, a divulgação da política de assistência social, a participação em espaços de representação da sociedade civil, o segmento de entidades, o acompanhamento e apoio às coordenações regionais, a representação das entidades na composição do segmento de entidades para o CNAS, o apoio aos conselhos de assistência social em suas demandas de reflexão e entendimento da política de assistência social e a contribuição na elaboração de documentos sobre a política de assistência social a partir da perspectiva da sociedade civil e das entidades, considerando a capilaridade de atuação. Carlos Nambu é pós-graduado em educação social e atua como representante indicado da Rede Salesiana Brasil em espaços de debates e atuação na defesa por igualdade social e pelas políticas públicas que impactam na sociedade, e refletem diretamente em nossas crianças, adolescentes, jovens e famílias. Também exerce função no Instituto Dom Bosco, da Inspetoria Nossa Senhora Auxiliadora, São Paulo - SP. Representa a Congregação Salesiana em diversos conselhos e fóruns, entre eles, o CMDCA SP - Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente de São Paulo, COMAS SP – Conselho Municipal de Assistência Social de São Paulo, Fórum de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente – Região Sé, Lapa e Butantã, Fórum Municipal de Assistência Social de São Paulo, CONDECA SP, Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente de São Paulo, CONSEAS SP – Conselho Estadual de Assistência Social, Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo e CNAS – Conselho Nacional de Assistência Social. Ele vê neste novo papel a chance de representar uma grande oportunidade para que a Rede Salesiana Brasil possa ajudar na expansão positiva do impacto da transformação social na sociedade. “A participação da Rede Salesiana Brasil nesses espaços, além da visibilidade de suas ações, possibilita o empoderamento das informações relacionadas às políticas de Assistência Social, além de levar a contribuição da Rede para a construção dessas Políticas Públicas, principalmente as que afetam crianças, adolescentes, jovens e famílias. Trazendo também o legado deixado por Dom Bosco quanto à importância de participação e intervenção na política pelo bem dos nossos jovens. Resgata também o nosso Caderno de Identidade Carismática, em especial o relacionado ao Sistema Preventivo e Direitos Humanos (Caderno 3)”. Ressalta, Carlos. A indicação de Carlos Nambu e sua vitória só vêm respaldar o DNA da Ação Social da Rede Salesiana Brasil, que, ao longo dos anos, sempre visou ao desenvolvimento integral e melhores oportunidades de cidadania e dignidade para crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, exclusão e violência.

Campeões nos esportes e na vida

Nas obras sociais salesianas, os esportes cumprem um papel fundamental na proposta de uma educação integral, voltada para que crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade descubram seu potencial para transformar sua realidade. “É uma sensação muito gratificante, pois no início você pensa que não vai ter resultado, mas aí percebe um salto na autoestima e na confiança. Toda a sensação de voltar para casa com as medalhas é incrível”, afirma Gabriela Aparecida Resende Cruz, ex-educanda do Centro Juvenil Salesiano da cidade de Pará de Minas (MG). Gabriela conquistou medalha de ouro no Campeonato Brasileiro Regional de Judô Região Sudeste, realizado em 18 de maio na cidade de Vassoura (RJ). Na mesma competição, a educanda Manuela Vitoria Rezende Cruz ficou em terceiro lugar, com a medalha de bronze. “Foi muito importante conseguir a medalha, pois o judô me ensinou a ter disciplina”, considera Manuela, para quem a determinação e as muitas horas de treinos com o Sensei Fernando Navarro fizeram toda a diferença. As duas judocas expressam muito claramente algo que perpassa as práticas esportivas nas obras sociais salesianas: as conquistas nos esportes vão muito além das medalhas, pois representam a abertura de novas perspectivas; o aumento da autoestima e da segurança para exercer o protagonismo em suas vidas. FORMAÇÃO INTEGRAL“Com o esporte a criança, o adolescente e os jovens têm a oportunidade de transformar suas vidas, sendo protagonistas de suas próprias histórias”, corrobora Jamile, assistente social do Centro Maria Auxiliadora Pró-Menor Carente – CEMAM, obra social da Rede Salesiana Brasil em Petrolina (PE). As oficinas do CEMAM incluem modalidades como xadrez, karatê e futsal, que contribuem para incentivar o desenvolvimento físico, mental e social dos cerca de 400 beneficiários da obra. “No CEMAM, nosso compromisso é com a formação integral do ser humano, proporcionando treinamentos e oportunidades para que cada criança, adolescente e jovem possa realizar seu pleno potencial e contribuir positivamente para a sociedade”, reforça ela. Outra obra salesiana que dá grande ênfase à formação integral pelos esportes é o Circo Social Dom Bosco, localizado no bairro de Itaquera, na capital paulista. A obra atende 800 crianças, adolescentes e jovens, de 6 a 17 anos e onze meses, em risco de vulnerabilidade. Com o objetivo de desenvolver as competências dos atendidos “propiciando vivências para o alcance da autonomia, do protagonismo e do fortalecimento de vínculos familiares e comunitários”, o Circo Social Dom Bosco oferece diariamente diversas oficinas, entre as quais estão as de atividades esportivas olímpicas, como Taekwondo, Futebol, Ginástica Rítmica, Ginástica Artística, Atletismo e Futsal. “Além de aprenderem técnicas especificas, os participantes têm a oportunidade de vivenciar os ensinamentos de Dom Bosco numa casa salesiana”, considera o Coordenador Pedagógico Alair Jr. O Circo Social Dom Bosco existe desde 1995 e é realizado em parceria com a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS). ESCOLA SÓCIO ESPORTIVA DOM BOSCOTambém na Zona Leste de São Paulo, em uma das regiões mais pobres da capital, o Centro Social da Paróquia Santa Luzia e São Nicolau criou a Escola Sócio Esportiva, em parceria com a Fundação Real Madrid. “O objetivo do projeto é fomentar os valores inerentes à prática esportiva e contribuir para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes em risco de exclusão social no bairro Jardim Nordeste e adjacências, melhorando a qualidade de vida e a criação de hábitos físicos-desportivos”, explica Laniel Castro, Gerente de Projetos Sociais. A Fundação Real Madrid fornece a proposta pedagógica com base na metodologia “Teaching Games for Understanding”, que fundamenta a iniciação esportiva por meio de jogos reduzidos para compreensão do próprio esporte, enfatizando, principalmente, os valores éticos e morais: Respeito, Saúde, Igualdade, Autonomia, Autoestima, Companheirismo e Motivação para formação do cidadão mediante o esporte.   “A metodologia da Fundação Real Madrid está atrelada ao Sistema Preventivo de Dom Bosco, próprio da Congregação Salesiana, que visa promover a integração social de crianças, adolescentes e jovens por meio do esporte, em vista de fortalecer a própria identidade, as relações do grupo e a convivência com as diferenças”, reforça Laniel. “No Sistema Preventivo se cultiva a presença educativa dos educadores junto aos educandos, envolvendo-os em atividades que possibilitem o desenvolvimento da ética, da cidadania, dos valores humanos e cristãos, promovendo a educação integral do ser humano com um caráter preventivo e não apenas assistencial”, completa ele. Na Escola Sócio Esportiva Dom Bosco são ofertadas as modalidades de Futebol e Basquete, de fevereiro a dezembro. As atividades são desenvolvidas por profissionais de Educação Física que anualmente recebem treinamento e capacitação dos profissionais da Fundação Real Madrid. Além das atividades esportivas, a Escola Sócio Esportiva oferece aos beneficiários oficinas socioeducativas e recreativas, realizadas pelos Centros para Crianças e Adolescentes (CCA) Santa Luzia e São Nicolau, que integram a rede socioassistencial municipal de São Paulo. GOL DE OUROPara fechar esta matéria sobre os esportes nas obras sociais salesianas, vamos falar de um projeto bem recente: a escolinha de futsal Gol de Ouro, que teve início em 2023, no Centro Social Salesianos, em Pindamonhangaba, SP. Coordenada pelo Prof. Luis Henrique, do Núcleo de Esportes, ex-aluno e ex-oratoriano, a Gol de Ouro foi criada com o objetivo de desenvolver integralmente a criança e o adolescente, buscando priorizar a saúde. Os atendidos são incentivados a ter um estilo de vida ativo e saudável ao mesmo tempo em que, por meio de um ambiente de aprendizagem significativo, no campo procedimental são ensinadas as técnicas do futsal e, no campo atitudinal, os valores importantes para conviverem em sociedade de forma respeitosa e justa. Tudo isso alicerçado no carisma salesiano. Atualmente, a escolinha de futsal atende 250 crianças e adolescentes com idades de 6 a 18 anos, divididos por categorias. As aulas acontecem de segunda a sexta-feira, no período da noite, e aos sábados, no período da manhã. Fonte: Boletim Salesiano Brasil Esta matéria foi elaborada com a colaboração de: Ana Carolina de Jesus Oliveira – Centro Juvenil Salesiano de Pará de Minas; Jéssica de J. Silva, Coordenadora Inspetorial da Ação Social da Inspetoria de São Paulo; Laniel Castro - Centro Social da Paróquia Santa Luzia; Jamile – CEMAM Petrolina; Alair Jr. – Circo Social Dom Bosco.

Religiosa Salesiana realiza trabalho missionário no Amazonas

O amor pelo trabalho missionário com indígenas e ribeirinhos é a motivação da freira Madalena Scaramussa, de 78 anos, natural de Prosperidade, Vargem Alta, atuando na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em São Gabriel da Cachoeira, cidade mais indígena do Brasil, localizada no Amazonas. A católica pertence ao Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), ramo feminino dos Salesianos de Dom Bosco (SDB), e afirma que a formação de crianças e adolescentes tem sido uma das principais atividades que desenvolve. “Temos (SDB) o carisma de trabalhar junto das crianças, adolescentes e dos jovens com o serviço evangélico, fazendo com que eles experimentem o amor de Jesus Cristo Bom Pastor. Trabalho aqui (São Gabriel da Cachoeira) para ficar em meio a eles, no cuidado deles, seguindo sempre a metodologia de Dom Bosco, nosso fundador. Ele nos propõe trabalhar o ‘Amor Demonstrado’. Também ajudamos na alimentação. Quando falta um pacote de sal, por exemplo, são seis horas no barco a motor até o comércio mais próximo, por isso, nossa casa empresta os mantimentos e, quando eles podem, nos devolvem”, conta. Quando assumiu a missão há 4 anos, a freira não estipulou um tempo de permanência no estado amazonense. Ela diz que pretende atuar como voluntária até que sua presença seja útil. No momento, Madalena trabalha com os índios cristianizados. Nossa comunidade – que foi a segunda casa das Filhas de Maria Auxiliadora no Amazonas – completa no próximo ano (2025) um século de missão. Portanto, os indígenas já estão cristianizados. Não posso dizer que eles foram evangelizados, porque nosso trabalho aqui foi de catequização sacramental e não uma catequese forçada de evangelização segmentária. Mas temos muitos indígenas e ribeirinhos inseridos na igreja como Ministros e agentes de Pastoral”. Numa região onde, até 1990, o Estado brasileiro estava totalmente ausente, a freira explica que “quem cuidou da educação e da saúde foram os salesianos e as Filhas de Maria Auxiliadora”. O Amazonas é geograficamente muito amplo e, tradicionalmente, é dividido por seus grandes rios. Em 1914, a Santa Sé confiou aos Salesianos a Prefeitura Apostólica do Rio Negro e os primeiros salesianos chegaram à região já no ano seguinte, estabelecendo a sede para a nova missão em São Gabriel da Cachoeira, cerca de 850 quilômetros de Manaus. Logo se espalharam por toda a região, abrindo oratórios, escolas, centros para a juventude e paróquias, sem que fosse deixada de lado a presença missionária entre os indígenas. As FMA chegaram à região um pouco depois, em 1923, data em que foi instalada a primeira Casa, também em São Gabriel. Em 1961, a Inspetoria Laura Vicuña foi oficialmente criada, para atender o crescente número de obras. Porém, devido às dificuldades causadas pelas distâncias e diversidades entre os estados (Amazonas, Pará, Rondônia), foi crida, em 1999, a Inspetoria Santa Teresinha, na qual a freira capixaba trabalha. “Nesses lugares, trabalhamos com poucos recursos. Só usamos aquilo que podemos carregar nas canoas. Por vezes, levamos multimídias que funcionam por pilha ou bateria, para oferecermos uma formação mais atualizada, já que não há rede elétrica nesses locais. Nas comunidades indígenas ou ribeirinhas, ficamos por alguns dias e sempre levamos alimentação para todos de lá, geralmente o suficiente para, pelo menos, uma refeição. É o que conseguimos transportar”, conta. “Nossa Paróquia tem comunidades que estão há 9 horas de distância de barco. Não há água encanada ou sanitários nesses lugares. Por isso, praticamos o que eles fazem: nossos banhos são no rio. Eu, particularmente, não sei nadar e procuro um igarapé (pequeno rio navegável). São alguns apertos que passamos, que nos deixam felizes. Estamos aqui sabendo que vamos viver com pouco, mas por muito amor à Jesus Cristo e aos seus filhos. Fonte e imagens: Diocese Cachoeiro

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