Tem início o XVII Encontro das Obras e Serviços Sociais da Rede Social Salesiana da América (RASS)
10/09/2026

Tem início o XVII Encontro das Obras e Serviços Sociais da Rede Social Salesiana da América (RASS)

Tem início o XVII Encontro das Obras e Serviços Sociais da Rede Social Salesiana da América (RASS)

No domingo, 6 de setembro de 2026, teve início o XVII Encontro das Obras e Serviços Sociais da Rede Social Salesiana da América (RASS), sob o tema: “Ouvir para transformar, servir para dar dignidade”. O evento reuniu os coordenadores e representantes das obras e serviços sociais salesianos das 18 inspetorias que compõem a Rede, além dos porta-vozes da Rede Salesiana do Brasil (RSB), das Procuradorias e ONGs salesianas e dos representantes do Setor de Pastoral Juvenil da Congregação.

Desde o primeiro dia, foi reafirmado o compromisso continental com as crianças e os jovens em situações de vulnerabilidade e exclusão, aprofundando, ao mesmo tempo, as raízes históricas do carisma salesiano, a consolidação de ambientes seguros (safeguarding) e os resultados da análise das mesas temáticas sobre mobilidade humana e empregabilidade juvenil, elaboradas nos meses anteriores.

Sob a inspiração de Dom Bosco, o dia começou com uma oração conduzida pela Inspetoria do Paraguai. Com uma atividade de boas-vindas, iniciou-se então um diálogo sinodal entre os participantes, que identificaram e compartilharam seus pontos fortes e desafios em nível inspetorial.

No diálogo inicial, as diversas Inspetorias compartilharam experiências, pontos fortes e desafios relacionados aos respectivos contextos. Da América Latina ao Caribe, da América Central ao Brasil, destacou-se, em primeiro lugar, a riqueza e a diversidade das realidades salesianas presentes no continente, juntamente com a capacidade de responder às novas formas de vulnerabilidade.

Entre os principais desafios identificados estão a necessidade de fortalecer o trabalho em rede e as alianças, dar maior visibilidade ao trabalho das obras sociais e garantir sua sustentabilidade ao longo do tempo. Também foi dada especial atenção ao protagonismo dos jovens e dos leigos, à corresponsabilidade entre religiosos e leigos e à participação sempre mais concreta dos jovens nos processos decisórios.

As experiências compartilhadas também destacaram o valor da presença no território ao lado das pessoas mais vulneráveis, a importância do acolhimento sem discriminações e a necessidade de desenvolver respostas adequadas aos diversos contextos: das comunidades indígenas às grandes cidades, das situações de migração e vulnerabilidade social às realidades marcadas pela violência. Nesse contexto, também foi ressaltada a importância de fortalecer a dimensão espiritual do acompanhamento e de promover uma maior colaboração entre as diversas obras e realidades da Família Salesiana.

O debate contou também com a participação da RSB, que destacou a necessidade de consolidar ainda mais a governança, a sustentabilidade e a gestão de dados, bem como das Procuradorias, das ONGs salesianas e do Setor de Pastoral Juvenil, que, por sua vez, ressaltaram a importância de compartilhar boas práticas, dar maior visibilidade ao trabalho realizado e garantir uma participação autêntica dos jovens.

Particularmente significativo foi o bloco dedicado a “História e Proteção”. Padre Juan Linares, SDB, traçou a história do trabalho salesiano ao lado dos jovens em situação de vulnerabilidade, relembrando as origens da experiência de Dom Bosco nas prisões e nas periferias de Turim a partir de 1841. O carisma salesiano, ressaltou ele, desenvolveu-se por meio de uma resposta concreta e progressiva às necessidades dos jovens: o pátio, a escola, as oficinas profissionais, o acolhimento e o acompanhamento.

Em sua intervenção, padre Linares também destacou a importância central dos jovens mais pobres na missão salesiana e a corresponsabilidade dos leigos, chamados a serem protagonistas na concretização do carisma. Um convite que ganha especial relevância diante das novas formas de vulnerabilidade que afetam crianças e jovens em diversos contextos do continente.

Outro momento formativo foi dedicado ao safeguarding, com a palestra do padre Antoine Farrugia, SDB, responsável pelo programa “Entornos Seguros” do Setor de Pastoral Juvenil. A proteção integral de crianças e adolescentes, foi afirmado, não pode ser reduzida a um conjunto de procedimentos administrativos, mas deve traduzir-se em uma verdadeira cultura de proteção, por meio de códigos de conduta, relações maduras, canais acessíveis para denúncias e sistemas de responsabilidade e prestação de contas.

À tarde, foram também apresentados os resultados das mesas temáticas dedicadas à mobilidade humana e à empregabilidade juvenil, com a análise das boas práticas, das características das pessoas acompanhadas e das redes de colaboração desenvolvidas pelas diversas Inspetorias.

O primeiro dia foi encerrado com a celebração da Eucaristia, presidida pela Inspetoria da América Central e dedicada especialmente às pessoas migrantes. Um sinal concreto do compromisso da RASS de não viver a missão apenas nos escritórios, mas de sair ao encontro dos jovens nos locais onde eles vivem situações de mobilidade forçada, refúgio e deslocamento.

Fonte: ANS - Agência iNfo Salesiana

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